segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Campanha No Captcha



Captcha é a verificação de palavras. Aquelas letrinhas chatas e ruim de ver quando pedem confirmação de alguma coisa na internet, principalmente em comentários de blogues. 
O pior é que os blogueiros usam e não sabem, pois para o administrador não é exigido

Muita gente que visita deixa de colocar comentários por causa desta verificação de palavras. 

É muito fácil tirar acompanhe:

1 – Clicar em Design. 

2 – Entrar em Configurações.

3 – Ir em postagens e comentários.


4 – Procurar “Mostrar verificação de palavras”, e passar para “não”. 


5 – Salvar configurações.

Entre na campanha do No Captcha. Quando comentar em algum blogue e esbarrar nesta verificação, avise o blogueiro e indique esta postagem.

Se preferir coloque o selo no seu blogue copiando o código abaixo.

<a href='http://www.cchamun.blogspot.com.br/2013/02/campanha-no-captcha.html'><img src="http://3.bp.blogspot.com/-8uDoKAR50Z8/Ug5lhpC4dkI/AAAAAAAAAmU/w3QMHmonXno/s150/campanha.png" /></a>

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O peixe



Agostinho é um cara legal, simpático, boa praça e muito divertido. Como é jovem adora uma farra, principalmente com mulheres. Não consegue se concentrar em nada quando vê um rabo de saia. Dizem os amigos que ele nunca sai das baladas solteiro. Ele é do tipo que “casa” na festa e se “divorcia” no dia seguinte. A sua lábia é boa e com facilidade transforma as mulheres em presas.
Entretanto, um dia ele perdeu o instinto caçador. Foi quando ele conheceu Amanda.
Amanda, moça linda, alta, corpo escultural e dona de uma simpatia que encanta qualquer homem, o deixou de quatro desde que foi contratada para trabalhar na mesma empresa que ele. Era conhecida como lábios de mel, e com ela, nada conseguia, por mais que ele tentasse.
Amanda era a mancha branca na negra ficha de Agostinho.
Ele passou dias tentando conquistar a moça, que por sua vez, não caiu na conversa do malandro.
Como ele ficava atento a qualquer movimento dela, na manhã da véspera do réveillon mais aguardado do século, dia 31 de dezembro de 1999, Agostinho ouviu sua conversa ao telefone...
− Sim, a festa vai ser lá em casa, mas tá difícil conseguir o peixe para a ceia. Não há mais peixes para comprar. Eu sou capaz de dar um beijo no primeiro que aparecer lá em casa com um peixe.
O malandro, cujo pai era amante de frutos do mar, percebendo uma grande oportunidade de mudar a sua sorte, ligou para casa:
− Alô Pai! Tem um peixe no freezer?
− Tem dois de 5 kg?
− Vai usar?
− Não.
− Beleza! Eu quero um. Tira do freezer para mim.
 Ao meio dia, ele saiu do trabalho, passou na loja de perfumes importados comprou o mais caro e depois foi a uma loja de roupas de marca. Adquiriu as tradicionais roupas com as cores do ano para a virada e depois, com o último suspiro do limite de seu cartão de crédito, abasteceu o carro. Em casa, deu R$ 50,00 para a empregada temperar o glorioso peixe e iniciou o preparo para a noite surpresa. Primeiro uma relaxada e depois a produção. Só que o malandro dormiu demais e ao abrir os olhos teve aquele estalo de quando a gente se lembra de alguma coisa importante que deveria ter feito e não fez.
− Festa na Amanda – gritou ele.
Correu para o chuveiro, tomou um banho rapidamente, colocou o perfume e as roupas novas, foi para a garagem e seguiu para a casa da Amanda. Quando ele estava a duas quadras do destino, se deu conta que faltava alguma coisa.
− Merda! O peixe!
Ele voltou para buscar aquilo que seria a chave das portas de sua felicidade. Só que o trânsito para o lado da sua casa já estava complicado e ele perdeu mais de meia hora para chegar. Finalmente, com o peixe, ele conseguiu tomar rumo da noite que imaginava ser a melhor de sua vida. Ao chegar, na maior cara de pau, na casa da linda moça, tocou a campainha e ela abriu a porta. Ele, com os braços estendidos, apresentou o peixe e disse:  
− Surpresa!
− Ai que fofo. Ficou sabendo do meu desespero, mas a Glorinha trouxe um peixe.  Não tem problema. Entre! Vamos assar este também.
Ao entrar ele deu de cara com mais dez mulheres, e detalhe só mulheres. Todas olhando para o peixe em suas mãos e dando sorrisinhos disfarçados.
Totalmente sem graça e sem saber o que fazer, ele entrou meio desconfiado já pensando que não foi uma boa ideia furar a festa que nunca imaginou ser feminina. Enquanto ele pensava no beijo que perdeu porque a Glorinha chegou à sua frente, o seu presente foi para o forno, mas como já era perto da meia noite a ceia iniciou com o peixe daquela que ele queria arremessar pela janela.
− Nem tudo está perdido – pensou ele – afinal estou aqui com um monte de mulheres.
Porém, o ditado que diz “quem quer muito não ganha nada” funcionou com ele. Ele queria a Amanda, logo não poderia se engraçar com outra moça para não queimar o filme. No entanto, Amanda com tantas amigas convidadas para conversar não conseguia dividir a atenção com o penetra. O nosso amigo ficou ainda mais frustrado porque o peixe da Glorinha, que também tinha um tamanho respeitável, deixou todas as meninas saciadas fazendo com o que seu esforço fosse em vão, pois o seu peixinho de 5 kg já suculentamente assado sobrou inteirinho. Porém, Agostinho não quis perder a viagem e entre uma taça de champanhe e outra ele dava uma garfada no suculento. 
Resumindo a noite de Agostinho foi peixe e champanhe, champanhe e peixe. 
Ele bebeu tanto que caiu no sono atrás do sofá da sala da Amanda que também em estado alcoólico sem dar condições de raciocínio foi para seu quarto dormir. Duas amigas foram para o quarto de hóspedes, pois as outras já tinham ido embora.
Ao amanhecer, para ele é claro, porque já era 11 da manhã, meio perdido, tentando lembrar a placa do caminhão que teria passado por cima, aguardou aquele estalo acontecer novamente e...
− Amanda! Estou na casa da Amanda.
Só que não havia ninguém e ele estava preso na casa. Amanda não tinha telefone fixo. Então, ele procurou o celular que nem imaginava onde estava. Tudo que sentia era aquele cheiro do peixe que a partir daquele momento ficou insuportável. Mesmo com aquela fominha que dá ao acordar, e a geladeira desprovida, Agostinho não podia pensar em qualquer coisa que nadasse. Ele achou um molho de chaves e experimentou todas na porta sem êxito. Quando o desespero ia se instalar ele tropeçou no celular que estava no chão embaixo de uma almofada. Assim, ligou para a Amanda:
− Oi fiquei preso na tua casa.
− Como assim?
− Não sei. Só sei que estou aqui e to preso.
− Sim! Eu fechei a porta. Achei que tinha ido embora. 
− É uma longa história. 
 Pior que estou longe, muito longe.
 Achei um molho de chaves.
− Ah! Uma delas abre a janela.
Ele conseguiu abrir a janela, pulou e se mandou para casa.
Ao chegar cansado, com dor de cabeça e a fim de comer uma coisinha qualquer, encontrou sua mãe sorridente.
− Filho! Não achei que viria para o almoço, mas deu sorte. Olha o que a mamãe fez para você.
E ela mostra um peixe assado. 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança é muito próxima da realidade.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dependência



Eu comecei a usar quando era adolescente.
Porém era... Tipo se divertir, sabe?
Era inofensivo, só na brincadeira.
Nunca pensei que um dia ia ser para valer.
O tempo foi passando e eu fui usando só para lazer.
Relaxar, viajar, entende?
Quando percebi que era para valer, eu senti uma sensação esquisita.
Estranha...
Cheguei a ficar em dúvida se usaria ou não.
No fim... Deixei rolar.
No início tentei usar pouco.
Eu sentia um leve desconforto, mas depois a sensação era boa.
A necessidade foi aumentando.
Em vez de usar em partes do dia eu já estava usando o dia todo.
Já era tão comum que as pessoas nem ligavam mais.
Nunca mexeu com minha auto-estima, mas fui viciando aos poucos.
Hoje, fico com uma sensação de insegurança quando não uso.
Antes de fazer qualquer coisa, já fico procurando para usar.
Preciso para qualquer coisa.
Para tudo que faço, tenho que usar para conseguir êxito.
Se eu não o encontro, bate um desespero.
Estou completamente dependente.
E agora?
Como vou viver sem estes óculos filhos da mãe?


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Uma cueca para Poseidon

Fez uma semana muito quente. Eu e minha namorada fomos à praia.
O sábado foi alternado entre sol e chuva, mas o domingo fez um lindo dia de sol. Porém, acordamos tarde.
Como havia muita coisa para fazer não perdi tempo escolhendo roupas, até mesmo, porque acho que isto é coisa de mulher. Então, abri a mala de roupas que fica na praia e peguei uma cueca marrom, mais para cor de burro quando foge. É uma corzinha que eu não curto muito. Nem sei como fui comprar aquilo. Deve ter vindo em um pacote que se compra em lojas populares. Daqueles bem baratinhos que não dá para escolher as cores porque vem com o envelope lacrado com umas cinco cuecas e que sempre tem uma cor que a gente não gosta.
Bom, vesti a tal e depois meu calção e fui fazer as atividades que me esperavam, evidentemente, após o café da manhã com minha amada.
Enquanto eu fazia o meu trabalho, percebi que o elástico da cueca havia cedido e que esta seria a última vez que eu a usaria porque a mesma não dava mais condições de uso. A preguiça de trocá-la é que foi o problema, e depois, além de eu estar em casa e poder dar a puxadinha básica ela prendia na cintura de vez em quando.
Tudo estava bem quando a minha querida namorada resolveu dar uma volta na beira da praia e me fez um convite meio que intimativo. Eu tive que ir.
O fato é que como a danada da cueca estava presa eu não me dei conta do defeito e fui do jeito que estava.
A situação estava tranquila até que a cuequinha resolveu dar o ar da sua graça e quis obedecer a lei da gravidade.
Quando ela descia, eu dava uma puxadinha. Discretamente colocava a mão por trás entre as minhas costas e o calção e a colocava no lugar. Porém, ao chegar à beira da praia, que estava lotada, toda vez que eu ia dar uma arrumadinha parecia que tinha alguém olhando pronto para dar risada ou dizer:
– Noooosa! Que feio.
Com isso, eu abandonei a puxadinha e me dei por vencido pela descoberta de Isaac Newton.
O ruim é que a cretina cuequenta resolveu descer demais e foi abaixo da poupa da busanfa ficando muito desconfortável. Para ajeitá-la, do jeito que estava não poderia ser de uma forma tão discreta. Eu teria que meter a mão lá em baixo mesmo e puxar. Isto chamaria muita atenção, então não fiz.
Eu poderia entrar no mar para arrumar, mas temi que com o peso da desgraçada molhada a situação ficaria pior.
Ao ver minha agonia, minha namorada me questionou e eu tive que contar. Aí, ela teve a brilhante ideia:
– Eu puxo para ti.
– Mas farás isto?
– Simples! Metendo as duas mãos lá dentro e puxando.
Era uma situação inusitada e embaraçosa. Ela me abraçou e colocou as mãos por dentro do meu calção, mas vinha uma família com crianças e mulheres que ficaram olhando com desaprovação. Algumas pessoas até fizeram o tradicional “não” com a cabeça. Apesar dos olhares desaprovadores, eles poderiam passar batidos se não fosse o que minha namorada falou:
– Calma gente! Eu só quero pegar a cueca dele.
Foi um alvoroço geral. Imagina o que passou pela cabeça daquela gente. Algumas mães taparam os olhos das crianças, outras os ouvidos e alguns os seus próprios olhos. Os menos carolas meteram o olhão mesmo para ver no que ia dar.
Eu disse:
– Vamos embora logo para não sermos linchados.
Saímos rapidamente dali, com aquele pano pendurado no meio das minhas pernas, dando passos cadenciados para eu não cair.
Quando o desespero começou a bater e a minha namorada morrer de rir, a vez de ter uma brilhante ideia foi minha.
– Vou tirá-la – disse eu.
– Como? – perguntou ela na maior gargalhada.
– Pense em um gênio: Eu!  Vou dar um presente para Poseidon, o Deus do mar.
Entrei no mar, me agachei, tirei uma perna do calção seguido da cueca. Agora era só colocar de volta a perna do calção e puxar a cueca por baixo da outra perna. Muito fácil. Fácil mesmo, se não fosse pelo vagalhão que me pegou de surpresa e fez com que eu virasse várias cambalhotas mostrando aquilo que mamãe passou talquinho.
O que poderia ficar pior, ficou. O meu calção foi parar na areia e a cueca sei lá onde. Vai ver o Poseidon veio pegar o presente que eu havia dito que daria.
Enquanto minha quase ex-namorada virava um croquete rolando na areia de tanto dar risada eu pensava se valia pena tomar dois processos, um por atentado ao pudor e outro pela Lei Maria da Penha. Quando eu estava quase decidindo, uma senhora, de uns 80 anos, pegou o meu calção, trouxe até mim e disse:
– Toma! Isto acontece. Uma vez aconteceu com o meu falecido marido.
Como eu já tinha pagado o mico mesmo, levantei da água mais nu que Adão no paraíso e vesti o calção. Sorri para a senhora e agradeci.
Achando que já tinha passado por tudo para um Domingo e ela me deu um tapa na bunda e disse:
– De nada, bundinha gostosa.


Esta é uma estória de quase ficção. Qualquer semelhança é pura quase coincidência.

Montagem: Letícia Spezia
Idealização: Hopróprio.