domingo, 28 de julho de 2013

Quem não sofreu preconceito?

Uma vez eu me deparei com um assunto que falava sobre todo mundo já ter sofrido algum tipo de preconceito.
De minha parte, obviamente que eu concordei, pois eu tenho ciência que já sofri alguns. E exatamente quando estava escrevendo sobre isto no comentário, eu me dei conta que poderia fazer um texto sobre os preconceitos por mim sofridos.
Claro que não quero fazer deste artigo um muro de lamentações, e sim mostrar que o preconceito existe em todas as classes da sociedade.

Infância:

sábado, 20 de julho de 2013

Dia do Amigo

Uma coisa tão importante na vida de um ser humano, mas tão importante que tal como a música do Milton Nascimento deveria ser guardado debaixo de sete chaves, é a amizade.
A amizade é uma sintonia.
É amor sem sexo.
É um sentimento forte de lealdade.
A amizade é tudo.
Amigo é aquele que não te dá apenas flores, como também, também te puxa as orelhas.
É quem cuida do teu porre, mas te dá uma bronca no dia seguinte.
Amigo dá o ombro sem cobrar nada e pede o ombro chorando porque confia em ti.
É aquele que te procura sem ser procurado.
Amigo não é aquele que está sempre junto quando você está bem e sim aquele que permanece ou aparece quando você está na pior. É aquele que nunca te abandona mesmo quando está distante, pois ele está perto mesmo estando longe.
É parceiro na hora boa e principalmente na hora ruim.
É aquele que pode esquecer teu aniversário, mas, não esquece de ti.
É a pessoa que gosta de ti pelo que tu és e não pelo que tu tens.
Amigo compartilha, apoia, chega junto no problema.
Ele te critica quando precisa sem ter medo de te magoar, mas sabe pedir desculpas caso magoe. Ele te diz coisas duras, que doem, mas necessárias para tu ouvires.
É aquele que dá gargalhada do teu tombo. Porém, é o primeiro a estender a mão para te erguer.
Amigo abraça, beija independente de tipo físico, cor de pele, tamanho, religião.
Amigo pode ser feio ou bonito, gordo ou magro, rico ou pobre.
É sincero, duro, porém, carinhoso.
Ele divide a alegria e a tristeza.
Amigo não elogia apenas, mas também diz o que precisamos saber.
Ele não tem medo e sim respeito.
Amigo te sacaneia, mas com brincadeira sadia, porque brincar com quem gostamos é muito bom.
Amigo não é coisa de momento e sim para a vida toda.
O amigo é aquele que a distância não separa e com o tempo não se esquece.
Amigo é simplesmente Amigo.
É aquele que te xinga, mas, não deixa ninguém falar mal você.
Amigo é amigo o resto é o resto.
Feliz dia do amigo!!!

Ah! Eu ia esquecendo...
Amigo é aquele que não aparta uma briga e sim entra nela dando voadora.  
(Chuck Norris).

domingo, 14 de julho de 2013

O velho, a linda e o jovem

Um homem de meia idade entra no bar dançante do hotel acompanhado de uma bela moça cuja idade é aproximadamente 25 anos.  Ele, muito elegante, veste um terno fino de grife famosa que o deixa mais alinhado. Ela, especialmente linda, está usando um vestido com um alinhamento perfeito de alta costura, modelo exclusivo. 
Eles aguardam o metre chegar e indicar um lugar perto da pista, e de mãos dadas caminham até a mesa onde se acomodam e começam a conversar. 
Com sua mão sobre a dela eles passam o tempo, falam coisas engraçadas e riem muito. É explícita a admiração que ela sente por aquele homem.
Pouco mais adiante, um jovem de idade compatível com a da bela moça, não consegue tirar os olhos dela. Ela percebe e sorri. Tenta ser discreta, mas demonstra o interesse.
O tempo vai passando e os flertes aumentam.
Lucas fica um tanto sem graça de flertar com uma mulher acompanhada, mas não consegue disfarçar o fascínio que sente por ela.
Ela comenta algo para seu acompanhante que olha para trás e sorri.
Sem entender nada, Lucas tenta desviar o olhar, mas a curiosidade dele é maior.
Após algum tempo, Alexandra levanta-se e começa a dançar sozinha e Lucas fica cada vez mais encantado com a sensualidade da moça. Ao parar de dançar, ela se aproxima do seu acompanhante, fala em seu ouvido e vai até o toalete.
Então, o senhor chama o jovem para a mesa. Lucas meio assustado, mas querendo saber o que passa, vai.
– Olá tudo bem? Meu nome é Rodolfo e o teu?
– Lucas.
– Estás nervoso, Lucas?
– Não! Apenas apreensivo. Não é uma coisa muito habitual.
– O que? Um homem mais velho vir a um bar dançante com uma jovem linda?
– Sim. Quer dizer não é isto. É que ela... bom... como vou dizer?
– Ela está te paquerando?
– Isto! O senhor não sente ciúmes?
– Acho que já passou da fase de eu ter ciúmes da Alexandra.
– Alexandra! Que lindo nome.
– Não é só o nome, não é mesmo?
– Sim! Desculpa. Olha, não quero ser inoportuno.
– Não estás sendo. Eu sou um velho moderno. Por isto estou aqui. E por isto ela não se importa de me acompanhar.
– O senhor acha tudo isto normal?
– Não vejo porque não.
– Nossa! Nem eu, que sou mais jovem, estou entendendo.
Rodolfo ri e diz:
– Percebo que não estás entendendo nada mesmo, mas já vais entender.
– Será?
– Vais sim, assim que ela voltar – risos.
Quando Alexandra retorna, Rodolfo a beija no rosto e diz:
– Bom! Sou moderno, mas não tenho a juventude de vocês para ficar acordado até muito tarde. Vou subir.
– O senhor vai me deixar sozinho com ela?
Enquanto Alexandra ri, Rodolfo responde:
– E por que não? Eu já sei que tu és um bom rapaz.
– Sim, mas e vocês?
– Jovem! Deixa eu te explicar uma coisa. Todo pai quer que sua filha seja feliz, portanto divirtam-se, mas com moderação.

domingo, 7 de julho de 2013

Wanda

Wanda era alta, esbelta, seu corpo uma escultura e sua boca carnuda estava sempre pintada de vermelho.  Embora fosse muito jovem, ela continha segredos de uma mulher madura. Divertida, alegre e incrivelmente fogosa exalava sexo pelos poros e contagiava os ambientes por onde passava. Ela era inteligentíssima, de raciocínio rápido e de grande personalidade. De família rica, mas ignorando os valores familiares, ela trabalhava de dançarina na boate Lua Doce.
Carlos, igualmente jovem, forte, inteligente, frequentador assíduo da boate onde Wanda trabalhava, era totalmente apaixonado por ela. Também de família nobre, sua paixão por Wanda fazia com que abdicasse das rodas da alta sociedade para vê-la dançar todas as noites.
Wanda dançava como ninguém. Ela era única. A plateia ignorava todas as outras dançarinas esperando ansiosamente pelo seu show. Não menos ansioso, Carlos olhava o relógio muitas vezes na esperança de que o tempo passasse mais depressa para ver sua musa.
Ela tinha apenas duas paixões: a dança e o sexo. Alimentava estas paixões exibindo seu corpo exuberante e entregando-se ao homem que escolhia nas noites de espetáculo. Foram muitos, mas ao contrário das prostitutas, Wanda não fazia por dinheiro, e sim, por prazer.  Ela os encantava, os dominava, os trazia debaixo de seu salto. Eles pareciam gostar daquele domínio irresistível, que lhes dava sexo, mas nunca amor.
Ela tinha um padrão. Escolhia os homens pelo olhar. Aquele que tivesse o olhar mais faminto, o que fazia com que ela se sentisse mais desejada, era o requisitado, mas nunca repetia os escolhidos.
Wanda não queria dinheiro, e sim ser a melhor entre as melhores.
Carlos ficava na esperança de ser o escolhido, mas algo nele a desagradava. Ele não tinha aquele olhar faminto dos outros homens e sim um brilho diferente que a repelia ao mesmo tempo em que a atraía.
Como a atração foi mais forte, um dia ela o escolheu, e para ele se entregou naquela noite. O receio que ela tinha se concretizou. Viu que aquela vez foi diferente, pois mesmo sempre sendo ela a dominadora, se sentiu dominada, mas não por ele, que estava totalmente entregue à paixão, e sim por ela mesma. Foi um sentimento jamais percebido e entendeu que este poderia ser um problema. Wanda não queria se apaixonar, não queria compromisso, e sim continuar vivendo ardentemente cada dia. Entretanto, o desejo de ver Carlos novamente era constante.
Wanda não dançava mais como antes, a plateia já não lhe era mais fiel, mas Carlos estava sempre ali a cercando. Ele enviava-lhe flores, doces, convites para sair.  Apesar de rejeitar, ela não parava de pensar nele e não conseguia mais se entregar ao prazer com outros homens, embora tentasse. Foi então que a “Lenda Wanda” da Lua Doce perdeu o encanto e com isto acabou o seu feitiço sobre os homens .
O público já não queria saber dela e o proprietário a mandou embora. Ela caiu em depressão. Não precisava de dinheiro, e sim de continuar sendo a melhor no que amava fazer.
Com o sumiço de Wanda, não tão menos desesperado ficou Carlos que procurou sua amada em todas as boates.
O tempo passou, Carlos se conformou, mas não a esqueceu. Wanda continuava viva em sua memória.
Algum tempo depois, Carlos em um show do cruzeiro que estava fazendo, se surpreendeu. Uma banda tocando salsa tinha uma dançarina que lhe chamou a atenção. Suas pernas, a boca, o cabelo, a pele e o corpo muito lembravam sua amada. Não poderia ter duas mulheres assim no mundo, não para ele. Só podia ser ela. Então ele se aproximou para ver de perto e constatou. Era ela! Não dançava mais como na Lua Doce. Evidentemente que a música, a dança e o ambiente não eram os mesmos, mas ela não tinha o mesmo brilho embora a plateia adorasse. Ali, somente Carlos sabia como era antes. Porém, ela continuava bela. Carlos com a palpitação mais forte se aproximou do palco e ela o viu.
Trocaram sorrisos. O brilho dela voltou e ela deu um show ainda maior.
Naquela noite entregou-se a Carlos novamente, mas desta vez sabia que não seria a última. Após o reencontro, Wanda só dançou para Carlos e hoje somente ele lembra daquela mulher admirável e cheia de encantos, que fascinava a todos com sua exuberância, autonomia e liberdade.
Wanda perdeu-se no tempo, deixou-se levar pelo cotidiano de uma mulher comum descendo do seu pedestal de Deusa suprema, mas viveu feliz ao lado de seu único amor.

Participação: Sandrinha Baptista