Pensei muito se publicaria esta história porque sempre achei que quem faz o bem não precisa divulgar, mas eu também penso que publicando podemos incentivar as pessoas a fazerem o mesmo.
Muitos sabem que sou um gaúcho morando em São Paulo e há alguns meses, voltando de um evento entre uma estação de metrô e outra mais exatamente Consolação e Paulista avistei ao longe um homem esticando a mão para os transeuntes pedindo. Todos o ignoraram. Quando chegou a minha vez não foi diferente, passei direto. Porém, não sei o que me fez me virar e ele estava me acompanhando com os olhos. Vai ver ele percebeu minha cara de bonzinho. Com um sorriso, ele fez o gesto característico de quem pede comida. Eu voltei até ele que prontamente me disse que estava com fome e que poderia ser uma empada.
Ao nosso lado tinha um quiosque pequeno que vendia refri e salgadinhos.
Perguntei-lhe se ele não queria uma
coxinha, mas ele insistiu em “pode ser uma empada”, acredito eu, que em sua mente
a coxinha era mais cara. Falei para o atendente para dar-lhe uma empada e uma
coxinha e perguntei para o homem se ele queria um refri. Ele respondeu na hora
que sim.
Ele apertou minha mão umas cinco
vezes me abençoando e agradecendo e falou que era morador de rua.
De repente ele viu na gôndola um
Kibe e perguntou se poderia trocar a empada pelo quibe. Imediatamente, eu pedi
para o atendente para dar-lhe o quibe sem troca.
A conta não deu nem R$ 20,00. Eu até me surpreendi com o baixo valor.
Eu me despedi e ele me abençoou mais uma vez.
Não sei se conseguem imaginar a sensação de bem-estar que eu sai de lá.
Não tenho como resolver o problema da fome do mundo, mas pelo menos aquele dia aliviei a fome de alguém;
Fazer o bem sem olhar a quem.