quarta-feira, 26 de maio de 2021

A Professora

 

A professorinha Julieta do ensino médio, 30 anos, usava vestidos comportados estilo senhora de meados do século XIX, óculos pesados e cabelo amarrado. Também andava sem maquiagem e sorria muito pouco.

Ela dava aula de matemática e diz a lenda que fora noiva aos 20 anos. Noivado que terminou porque Joaquim, seu noivo, queria forçá-la a perder a virgindade. Como ela não cedeu, fez com que o larápio, em vez de ir a locais masculinos, se engraçasse com outra moça, a Carlota, que era menos tradicional.

Esta história se passou na época que o sexo estava deixando de ser um tabu. Logo, os pais ainda eram arraigados com as tradições familiares e como os da Carlota não eram diferentes, forçaram o seu casamento com Joaquim porque ela a engravidou.

Desde então, Julieta se manteve casta e intocável. Por isto, se escondia por baixo dos tecidos démodé.

Com tudo, nada deste modelito ultrapassado impedia os pensamentos eróticos de seu aluno Zé Luiz, de 17 anos, que sonhava acordado em vê-la por baixo daqueles panos.

Conforme as aulas iam passando, Zé Luiz ia ficando mais apaixonado e excitado. Ele ia à noite para frente da casa dela na esperança de vê-la sem roupas por uma janela, mas só via a sombra de Julieta. Assim mesmo, ele não se continha e fazia o seu ritual se saciando apenas com a silhueta da professorinha.

Zé Luiz, apesar de menino, tinha corpo de homem e jogava no time de basquete da escola. Entretanto, por mais que se esforçasse, não conseguia chamar a atenção da sua professora que enxergava todos os alunos como crianças.

Na final do campeonato estudantil, ela estava presente como todos os professores, mas era a única presença com que ele realmente se importava. Por ele o ginásio poderia estar vazio com apenas com ela no meio da arquibancada de biquíni e pompons como se fosse uma animadora de torcida.

Para sorte de Zé Luiz, excitação não é pega no antidoping, pois movido pela testosterona natural ele foi o destaque do jogo. Após a vitória surpreendente, a professorinha se retira para sua casa onde pretendia corrigir as provas.

Zé Luiz ficou acompanhando a saída de Julieta, mas logo foi cercado pelas fãs. Elas queriam algo a mais do que autógrafos.

Ele poderia escolher a menina mais linda do colégio e ter uma noite inimaginável, mas parecia estar cego. Ignorava totalmente as torcedoras que o cercavam e se desesperou ao ver a musa de sua fantasia se afastando enquanto ele era agarrado pelas garotas que o impediam de correr atrás. Como ele nada poderia fazer porque a professora nem tomava conhecimento de sua existência, resolveu se liberar destes pensamentos libidinosos e curtir a festa programada.

Após a festa no barzinho, ele foi para a casa de seus amigos com várias garotas, onde estava planejada a maior orgia já realizada pelos estudantes do colégio. Porém, a sua atuação, que no jogo foi memorável, no campo comemorativo foi desastrosa. E não adiantou as meninas tentarem animá-lo. Ele estava realmente anestesiado. Assim, ele abandonou a festa e correu para a casa da professora para ficar imaginando como seria se ela olhasse para ele uma única vez.

Quando chegou, percebeu que a luz da sala ainda estava acessa e resolveu tocar a campainha.

– José Luiz! O que fazes aqui esta hora?

– Professora, preciso lhe falar.

– Menino, já é tarde. Deveria estar em casa, mas entre – ele entrou – O que tens para me dizer de tão urgente?

– Na verdade, nada. Não tenho nada para dizer apenas para fazer.

Ele a tomou nos braços e a beijou ardorosamente. Ela tentou empurrá-lo, mas ele muito forte a segurou firmemente sem deixá-la escapar. Ignorando que poderia ser expulso do colégio, ou talvez preso em uma instituição para menores, ele continuou com a intenção realizar a sua fantasia.

Os braços da professora tentavam se libertar, mas seus lábios carnudos e vermelhos começaram ir ao encontro dos desejos de Zé Luiz, que de beijador passou a ser beijado. A surpresa dele foi grande ao perceber que Julieta tinha relaxado e passara a abraçá-lo com força.

No entanto, enquanto ela o beijava, a culpa lhe vinha à mente...

– Meu Deus! Ele é meu aluno e é menor de idade, mas o que fazer? Isto está sendo mais forte do que eu. Ele tem corpo de homem, desejo de homem e me faz sentir desejada como eu nunca fui. Danem-se os conceitos hipócritas da sociedade. Dane-se eu mesma com esta tradição idiota.

Então, Julieta se esqueceu de tudo e apenas liberou seus desejos mais ardentes que estavam contidos há 10 anos.

Ao vê-la arrancando suas próprias roupas, Zé Luiz enlouqueceu agarrando-a e a fez sentar-se sobre a mesa onde estavam as provas que ela estava corrigindo. E foi ali mesmo que eles iniciaram a satisfação dos seus desejos para depois terminarem a longa noite de amor no quarto.

A professorinha realmente ainda era virgem. As marcas ficaram sob as provas dos seus alunos.

No dia seguinte, Zé Luiz chegou mais cedo como nunca tinha feito. Já Julieta, com os cabelos soltos, maquiada, sem óculos e roupinhas mais ousadas entrou na sala de aula atrasada pela primeira vez...

– Bom dia – sorridente – queridos alunos. Quero avisá-los que as provas sofreram um pequeno acidente, então dei 10 para todo mundo. 

terça-feira, 24 de março de 2020

A doce idosa, a sobrinha e o surtado



Em 2015, eu fui ao encontro de minha amada na sua cidade natal, Cafelândia - SP. Como eu estava na capital paulista e na ocasião sem carro, fui de ônibus.
São 450 km de distância e mais ou menos 6 horas de viagem. Na ida peguei o busão das 23h30, logo, viajei durante a madrugada.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Uva passa, comer ou não comer, eis a questão


Chegou o fim de ano e já começou a campanha contra a uva passa.
Minha mãe sempre me ensinou que gosto não se discute. Porém, o que estes fascistas pensam que são para difamar as coitadinhas que não apenas enfeitam o arroz como dão mais sabor. 

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Dia dos namorados

Todo o dia deveria ser o dia dos namorados...
Não sou expert em edições, mas ...
Clique na bolinha vermelha com a flecha!


terça-feira, 30 de abril de 2019

Show na sinaleira


Há pouco mais de uma semana, em uma sinaleira em Campinas, eu estava de carona com amigos e um cara veio pedir R$ 1,00 para tomar cachaça.
Eu comecei a rir e ele disse:
– Se eu falo que é para comprar comida você vai saber que estou mentindo e não vai me dar. Então, falo logo a verdade. É  pra cachaça mesmo.
Eu dei a ele R$ 2,00, mas não porque falou a verdade ou mentiu e sim porque me fez rir.
Um senhor que estava no carro ao lado disse:
– Caiu no conto do vigário.
– Eu dei o dinheiro pelo show. Ele me fez rir – respondi.
– Vai comprar meia pedra – ele insistiu.
A sinaleira abriu, ele arrancou e eu não consegui falar, mas o que queria dizer é:
– Quando tu pagas um ingresso e vais ao teatro, não te preocupas se os atores irão sustentar a família, guardar o dinheiro, beber cachaça, consumir outras coisas ou comprar um iate. Simplesmente vai pelo espetáculo. Se o rapaz tivesse apenas pedido dinheiro, certamente eu não teria dado. Porém, ele fez mais do que pedir dinheiro. Ele me fez rir e por um bom tempo, e não apenas pelo que disse como também pela atuação. E quando eu lembro, ainda me dá vontade de rir. Logo, paguei R$ 2,00 e muito bem pagos, por um show que achei o máximo.