Eu publiquei o vídeo acima na minha página de Síndico Profissional do Facebook para alertar as
pessoas das consequências de deixar o carregador de dispositivos direto na tomada.
O vídeo foi criado por IA, e como é de 10
segundos, não dá para explicar muita coisa. Logo, foquei no principal: segurança
e economia.
Duas pessoas reagiram ao vídeo uma, que vou
chamar de João, dizendo que havia pesquisas de que não há consumo, e a outra,
que vou chamar de Joana, falando que não há perigo. A Joana excluiu o comentário logo em seguida.
Ela deve ter pesquisado e visto que seu comentário era infundado.
Quanto ao João eu respondi, e logo após minha
resposta, ele excluiu o seu comentário e deixou outro dizendo que eu estava
certo.
A resposta que dei ao João, eu resolvi compartilhar
com os visitantes do meu blogue com um pouco mais de informação.
Falamos do consumo...
O carregador age como um pequeno transformador ligado à energia elétrica. Os componentes ficam ativos para manter o sistema pronto para a chegada de carga do dispositivo. Não existem assessórios que desligam sozinhos. Eles precisam de timer, botão de on/off, termostato ou programação. Logo, um carregador na tomada consome sim. Entretanto, este consumo é considerado fantasma, ou seja, baixo custo. É insignificante para 1 celular, pois calcula-se um valor inferior a R$ 1,00 por ano. Por isto, algumas pessoas afirmam que o carregador ligado direto na tomada não consome energia. Porém, não podemos pensar individualmente, pois somente no Brasil existem cerca de 278 milhões de celulares ativos.
Não há uma precisão do número de carregadores que ficam permanentemente conectado à tomada. No entanto, há pesquisas e também alertas de concessionárias que indicam que milhões de pessoas mantêm esse hábito no dia a dia. Trata-se de um costume bastante comum, tanto no Brasil quanto em diversos países do mundo. Logo, mesmo em uma estimativa modesta, imaginando que apenas metade dos 278 milhões mantenham o carregador ligado à tomada e que cada aparelho gere um custo anual de apenas R$ 0,50, somente no Brasil, o valor desperdiçado alcançaria cerca de R$ 69,5 milhões por ano.
Isto é uma quantia significativa para um
consumo de energia que poderia ser evitado, sobretudo em um momento em que o
uso consciente dos recursos energéticos é uma preocupação mundial. E olha que
eu fiz os cálculos por baixo.
Quanto ao perigo...
Quantos destes 278 milhões, por algum motivo, perderam o carregador e compraram o mais barato?
Carregadores não originais
oferecem perigo sim. E quem tem crianças e/ou pet é um risco também deixar o
carregador plugado, carregando ou não, independentemente der ser original.
Há quem vai comentar sobre outros eletrodomésticos
que ficam ligados direto na tomada como TV, micro-ondas, geladeira etc. Na questão de economia mundial, com exceção
da geladeira, que é necessário que fique ligada, seria interessante desligar sim, porque também
existe o consumo fantasma. Entretanto, não oferecem riscos por apenas estarem
plugados na energia, pois, além da conexão permanente ter uma finalidade, foram projetados para isto, já o carregador de
celular não. Além disto, não tem sentido algum um carregador ficar na tomada
com o cabo pendurado ou atirado no chão ou em um móvel.
Apesar dos carregadores não terem sido
projetados para ficaram permanentemente plugados, os especialistas e
fabricantes dizem que não há riscos, quando for de boa qualidade. Porém, em todos os vídeos que vi até hoje, eles aconselham a não deixar. Se
aconselham a não deixar, não podemos confiar, não é mesmo?
Ademais, se tem um profissional que eu admiro e
confio plenamente, é o Bombeiro. E, em todos os cursos e treinamentos que participo, eu faço a mesma
pergunta sobre o assunto, e a resposta é sempre a mesma:
“Se não estiver carregando, não deixe na tomada”.
Vale ressaltar também a importância de não
deixar o telefone carregando sobre objetos de fácil combustão, como papéis,
tecidos, etc., e principalmente embaixo do travesseiro.

