quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Era só um cachorro ...

 

Era só um cachorro solitário.

Era só um cachorro  de rua.

Era só um cachorro que brincava com outros cachorros,

Era só um cachorro que não incomodava ninguém,

Era só um cachorro amigo de todos,

Era só um cachorro amado pelos turistas e habitantes,

Era só um cachorro que deixou Praia Brava triste e com saudade...


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Fazer o bem sem olhar a quem

  



        Pensei muito se publicaria esta história porque sempre achei que quem faz o bem não precisa divulgar, mas  eu também penso que publicando podemos incentivar as pessoas a fazerem o mesmo.

         Muitos sabem que sou um gaúcho morando em São Paulo e há alguns meses, voltando de um evento entre uma estação de metrô e outra, mais exatamente Consolação e Paulista, avistei ao longe um homem esticando a mão para os transeuntes pedindo. Todos o ignoraram. Quando chegou a minha vez não foi diferente, passei direto.  Porém, não sei o que fez me virar e ele estava me acompanhando com os olhos. Vai ver ele percebeu minha cara de bonzinho. Com um sorriso, ele fez o gesto característico de quem pede comida. Eu voltei até ele que prontamente me disse que estava com fome e que poderia ser uma empada.

            Ao nosso lado tinha um quiosque pequeno que vendia refri e salgadinhos.

       Perguntei-lhe se ele não queria uma coxinha, mas ele insistiu em “pode ser uma empada”, acredito eu que em sua mente a coxinha era mais cara. Falei para o atendente para dar-lhe uma empada e uma coxinha e perguntei para o homem se ele queria um refri. Ele respondeu na hora que sim.

          Ele apertou minha mão umas cinco vezes me abençoando e agradecendo e falou que era morador de rua.


    
     De repente ele viu na gôndola um quibe e perguntou se poderia trocar a empada pelo quibe. Imediatamente, eu pedi para o atendente para dar-lhe o quibe sem troca.

           A conta não deu nem R$ 20,00.  Eu até me surpreendi com o baixo valor.

          Eu me despedi e ele me abençoou mais uma vez.

          Não sei se conseguem imaginar a sensação de bem-estar  que eu sai de lá.

        Não tenho como resolver o problema da fome do mundo, mas pelo menos aquele dia aliviei a fome de alguém;

          Fazer o bem sem olhar a quem. 

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Somos Gaúchos

                                         


Para cantar com a música We are the world 

https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I

 

Quero te ver, voltar a sorrir

Porque o Rio Grande nós vamos reconstruir

Sei que é triste isto, mas vai passar

Essa dor não pode ficar

Não estamos sozinhos

O Brasil é solidário

E o mundo todo é voluntário

É o amor do povo que move a reconstrução

E o Rio Grande é força e paixão

 

Somos gaúchos, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer

 

Agradecemos a todos que vieram ajudar

Para sempre nós vamos lhes amar

Hoje o quadro é, é muito triste

Mas juntos nós vamos superar

Vamos todos nesta onda ingressar

E as pessoas que precisam, ajudar

 

Somos gaúchos, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer

 

E pras pessoas e animais

Que se foram nós vamos muito orar

Povo forte, não vai se entregar

E sim vai muito lutar

Ooooo obrigado por todas doações

Estarão sempre em nossos corações

 

Somos gaúchos, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer

 

Povo forte, não vai se entregar

E sim vai muito lutar

 

Somos gaúchos, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer

 

Sei que é triste isto, mas vai passar

Essa dor não pode ficar

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

Agradecemos a todos que vieram ajudar

Para sempre nós vamos lhes amar

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

Muito obrigado por todas doações

Estarão sempre em nossos corações

“Vamos gente, vamos ajudar”

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

Não estamos sozinhos

O Brasil é solidário

E o mundo todo é voluntário

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

É o amor do povo que move a reconstrução

E o Rio Grande é força e paixão

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

Sirvam nossas façanhas

de modelo a toda terra

Neste ímpia e muito injusta guerra

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer

 

Sirvam nossas façanhas

de modelo a toda terra

Neste ímpia e muito injusta guerra

 

Somos gaúchos, somos gaúchos,

vamos vencer, vamos vencer

E todos juntos o Rio Grande reerguer, reerguer


sexta-feira, 8 de março de 2024

Dia Internacional da Mulher


 

Será do sexo frágil

Este ser que nos domina

com este jeito ágil

que tanto me fascina

 

Sempre há divergência

De como ela apareceu

Mas, ao sentir sua ausência

o Homem adoeceu.

 

Há quem sustente

que depois veio ela

com o seu amor ardente

e sua aquarela

 

Era para o mundo pintar

tirando do cinza infinito

podendo tudo alegrar

deixando bem mais bonito

 

Para a mulher declamo

este ser tão sensível

e de fato exclamo

sua força é incrível.


    FELIZ DIA!


quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Dia de Clássico

 


Lindo Domingo de sol. Os raios iluminados invadem o quarto pelas frestas da veneziana beliscando os olhos fechados de Juninho. Ele acorda sorrindo, levanta–se, abre a janela e deixa o dia brilhoso tomar conta do resto do quarto.

Juninho se espreguiça junto à janela exibindo seu corpanzil com o pneuzinho abdominal, troféu de muitas cervejas em barzinhos e churrascadas.  Não menos espreguiçante está a bela Luciana, rolando sensualmente na cama com sua sexy lingerie que faz justiça a sua exuberante forma física. Ela também se levanta vai até seu amado, o abraça por trás encostando a cabeça em suas avantajadas costas e diz:

– Que horas vamos para a casa da mamãe?

Ele se vira com olhar surpreso e responde:

– Casa da tua mãe?  Mas não é num restaurante? 

– Não mais. Ontem à noite me ligaram para avisar. Como tu estavas empolgado com o trabalho de conclusão eu não quis atrapalhar, aí, cai no sono.

– Mas logo hoje?

– O que tem hoje?

– Hoje é dia de clássico. Se o almoço vai ser na casa da tua mãe, será churrasco.

– Exatamente, mas o que tem a ver isto com o jogo?

– Lu, acorda !!! Se é aniversário da tua mãe, ela não vai cozinhar, se ela não vai fazer a comida só pode ser churras. Eu já conheço a história, vamos almoçar lá pelas três da tarde e eu queria ir no jogo.

– Ah amorzinho, mas vai dar tempo.

– Não vai dar não. Este já era, droga!

– Mas tu podes ver na TV.

– Que TV mulher? O jogo é local e nós não temos PPV.

– Mas o papai tem.

– É? E tu achas que eu vou ver o jogo com o teu pai torcendo para o Real? Além disso, o xarope do teu cunhado, vai estar lá também. Ele é Realista doente e dos mais chatos.

– Ai amor, eu também sou Realista.

– É! Ninguém é perfeito.

– E depois, toda a minha família é Realista.

– Não são, não. A tua mãe é do América, que eu sei.

– É! Mas é a única, mas porque não entende nada de futebol.

– Até parece que o resto entende. O defeito dela é que defende aquele parasita.

– Não fala mal do meu cunhadinho. Ele é um doce, gentil e muito prestativo.

– É eu sei, e tu ainda queres que eu assista o jogo lá. Prefiro, então, escutar no radinho. Aturar o teu pai ainda vá lá, mas teu cunhado? O Mr. Perfeitinho é um baita puxa–saco. Ele nem é deste estado, adotou Real FC para bajular o teu pai. Isto que nem casou ainda, imagina depois. E ainda, a transferência dele saiu há seis meses e continua morando lá. Baita explorador, sanguessuga.

– Tá com ciuminho, bem?

– Que ciuminho, o quê? Eu queria é ir ao jogo e não assistir com um bando de Realistas derrotados.

– Ah não, Sr. Junior! Derrotados? Não! Meu time é muito melhor que o teu.

– Melhor? Quem é o campeão do estado e quem tá na frente no campeonato nacional?

– Isto é um detalhe.

– É, eu sei, um detalhe, como assistir o jogo na casa do teu pai. Ai meu Deus, tudo menos isto. Joguei pedra na cruz.

– Ah amor, o que é isto?  É apenas um joguinho.

– Joguinho, nada. Vocês mulheres que se dizem tão sensíveis, em futebol são totalmente insensíveis. Como dizia um jogador, clássico é clássico e vice versa.

– Nossa, que ignorante.

– É !! Foi o Jamel que disse, era do teu time.

– Putz! Foi mal. Mas que horas vamos para a casa da mamãe?

– Assim que eu tomar um banho.

E o banho termina e Juninho procura a camisa do seu clube do coração, o América.

– Luciana? Cadê a camisa do América?

– Está para lavar. A faxineira não veio.

– Droga. O que falta acontecer agora?

E eles seguem para a casa da Dona Jussara, mãe de Luciana, e chegando lá encontram a cunhada, cunhado, sogro, primo e tios de Luciana, todos fardados com o uniforme do time adversário.

– Aí! chegou o sofredor – falou seu cunhado.

– Edmilson – falou Juninho – sofredor é a tua progenitora.

– Ui ui ui, a boneca está nervosa. Deve ser porque o time dele vai levar uma sacola do Realzão. Cadê aquele pano de chão que você chama de camisa? – risadas.

A gargalhada foi geral e Juninho engole em seco porque está em minoria.

– E ai sogrão – falou Edmilson – vou assistir o jogo com o senhor.

– Tudo bem, meu filho, será um prazer. A geladeira extra está cheia de cerveja.

– Uhhh! – exclama Edmilson – Vamos comemorar a vitória do timão.

– E ai cunhado – falou Juninho – Já achaste um apartamento? Conheço um corretor de primeira. Ele te consegue um em uma semana – e dá um sorrisinho debochado mas leva, de Luciana, um pisão no pé.

– É que que – gagueja Edmilson – a empresa tá demorando um pouco para dar a ajuda de custo.

– É, eu sei – pensa Juninho – aposto que está embolsando a grana.

O tempo vai passando e a sobremesa é servida. Juninho olha o relógio, vê que são 15:30 e chama Luciana para ir embora.

– Mas amor, vamos ficar mais um pouquinho.

– Não dá amor. Eu quero estar em casa quando o jogo começar.

– Mas vê aqui.

– Aqui não. Com este chato? Deus me livre. Eu já disse que prefiro ficar no radinho.

– Já vão – fala Edmilson – Fica para assistir o jogo. Tá com medo? – gargalhadas.

– Não camarada, eu tenho casa, preciso ir embora.

E mais um cutucão Juninho leva de Luciana.  Eles vão embora abaixo de vaias dos demais familiares. É claro que as vaias eram para Juninho. Chegando em casa, ele corre para ligar a TV. Tinha esperança de o jogo passar em canal aberto porque foi noticiado no rádio que o estádio lotou precocemente. Porém, nada, apenas o clássico de outro estado.

– Fazer o que – lamenta Juninho – o jeito é ficar ouvindo mesmo.

Sentados no sofá da sala, lado a lado, Juninho e Luciana assistem o jogo, de outro estado, que passa na TV. Entretanto, ele com o fone de ouvido, nem enxerga o jogo transmitido, apenas tenta imaginar o clássico ao som da voz eloqüente do narrador regional. Já no comecinho, Bastian abre o marcador para o América e Juninho pula do sofá berrando:

– Feitooooooooo! Dá–lhe timão !! Quem é o sofredor agora?

– Putz, já! – responde Luciana – não deu nem tempo de esquentar. Acho que vou dormir. Quando eu acordar vou ver que meu time virou.

– Que virar o quê? Hoje vocês irão ver o que é bom para tosse. Hoje não tem para ninguém. Só vai dar América.

Juninho liga para a casa do sogro e quem atende é o cunhado, em vez de ele falar, grita:

– Chupaaaaaa! – E desliga o telefone.

Luciana vai dormir, e ele continua ligado no radinho, em seguida ele esbraveja loucamente. Luciana vai até a sala, pois ainda não tinha dormido, ver o que foi.

– Que aconteceu? Meu time empatou? – risos.

– Que nada, este juiz já começou a complicar. Quer destruir meu time. Já expulsou dois do América.

– Então estão jogando com dois a menos? Que time de baderneiros.

– Não fala o que não sabe meu amor. Foram dois dos teus também.

– Então do que está reclamando?

– É que o Bastian e o Armando jogam mais que todo o teu time junto, somando os reservas.

– Ah é? Só quero ver depois do jogo.

E Luciana foi tentar dormir novamente.

Algum tempo depois, Lorival amplia para o América, e novamente Juninho grita, pula na sala, corre de um lado para o outro. Mas, Luciana já havia pego no sono e quando ela dorme, nem bomba atômica a acorda. Ele pega o telefone, e novamente liga para a casa do sogro, mais uma vez o cunhando atende e ele grita:

– Feitoooooooo, trouxa!

Ele recebe um clic na cara, mas Juninho cai na risada. O primeiro tempo termina. Extasiado ele vai até a cozinha, abre a geladeira, pega uma cerveja. Põe a camisa do seu time em lavagem rápida e volta para o sofá. Somente neste momento ele se prende a TV e curte os melhores momentos do jogo que está sendo transmitido, porém, ansioso para o início do segundo tempo do seu jogo. Novamente sentado no sofá, desliga-se da TV e fica em estado catatônico. Somente o rádio tem efeito. O jogo parece estar muito fácil, e logo Feliciano aumenta a diferença para delírio de Juninho.

– Feitoooo, feitaçoooooo. Uh Feliciano!  Hoje vai ser goleada. Quero ver estes palhaços me encherem o saco.

Novamente correu para o telefone, mas desta vez dá sinal de ocupado.  Ainda no ritual de comemoração, Feliciano faz mais um. Juninho suspende a comemoração, apenas levanta as mãos para cima e solta uma gargalhada. Ele corre para o telefone novamente, mas continua ocupado. Em seguida, o Real desconta. Mas, Juninho não se aflige e diz:

– Acontece, clássico é clássico.  

Mas, dez minutos depois sai mais um gol do América, desta vez foi Barcelo que coloca a bola nas redes. Juninho cansado de tanta comemoração apenas bate palmas. Desta vez, ele nem tenta o telefone, pois sabe que seria em vão. Ele corre para a lavanderia tira a camisa da máquina de lavar e a coloca na de secar, volta correndo para a sala porque em futebol, até o menos supersticioso não dá sopa para o azar. Senta no mesmo lugar e a superstição funciona porque o América faz o sexto. Com o olho discreto na TV e atenção voltada para o rádio percebe que o jogo da TV muda e o narrador fala:

– E agora você que estava assistindo Coqueiros x São Pedro passa acompanhar momentos finais de Real x América.

Surpreso, Juninho prende–se às imagens. Luciana aparece na sala espreguiçando–se e pergunta.

– Ué? Está passando?

– Só o finalzinho – respondeu Juninho meio apreensivo porque o adversário está atacando. Ele vê seu time sofrer um gol no fim do jogo. Luciana distraída ouve o narrador:

– E é o segundo gol do Real.

– Viu? Viu? Não falei que iríamos virar? Da–lhe Real, olê olê olê olá Real Real.

– Luciana!

– Não vem, não. Curtiste com a minha cara agora é a forra. Tem que saber perder.

Então Juninho aumenta o volume da TV, e o narrador:

– E termina o jogo, goleada histórica do América 6x2 em cima do rival.

– O quê? Mas, mas cachorro! Deixou eu me empolgar por nada.

– Tu não deixaste eu te explicar.

Luciana joga a almofada na cara de Juninho, que com força desproporcional, a agarra e inicia uma seção de cócegas.

– Para! Para! – grita ela as gargalhadas.

– Quem é o melhor time do mundo?

– O Real!

E as cócegas continuam.

– Qual?

– O América! O América!

– Ah! Agora sim.

E Juninho tasca um beijo em Luciana, que corresponde.

– Juninho?

– Já sei. Queres voltar para a casa da tua mãe. Com todo prazer.

– Bem, isto eu ia te pedir depois, mas antes que tal nosso clássico particular?

– É para já.

Bem, ai quem já conhece este humilde narrador sabe que ele não gosta de se intrometer nas intimidades dos casais. Algum tempinho depois, Juninho busca a camiseta do América, a veste e diz:

– Estou pronto para jantar com a minha sogrinha querida.

– Vou ligar para avisar.

– Não precisa, faremos surpresa. Festa na casa dos teus pais duram a semana toda. Teus primos devem estar todos lá ainda e o cunhadinho – risos – este mora lá, né? Se avisarmos teus parentes, todos correrão.

No caminho, Juninho compra uma camiseta do seu time de um camelô de sinaleira e passa no super para comprar dois lotes de cerveja. Como havia uma marca de ceva patrocinando os times, ele compra, e é lógico, todas com a estampa do América. Chegando lá ...

– Olá – exultante Juninho cumprimenta a todos – que noite magnífica, não acham?

Alguns já tinham tirado a camisa do real e todos com a famosa cara de bunda, respondem em coro meio morto:

– Boa Noite.

– Mas que boa noite chocho pessoal, vamos de novo, Boaaa Noiiite.

Apenas a sogra respondeu.

– Sogrinha querida, eu te trouxe outro presente, é de camelô, mas é de coração.

– Ai que fino. Uma camiseta do meu time, muito original, esta eu nunca tinha ganho.

– Pois é, tem gente que não lhe dá nem uma rosa, né? – Juninho fala olhando para o cunhado – E para os priminhos e tios da minha esposa linda, meu cunhado preferido e meu sogrinho este presentinho – ele mostra as cervejas recém compradas.

– Eu que não vou tomar esta joça, vai me dar uma dor de barriga – responde o cunhado.

– Não vai dar não Milsinho, para cada seis que beberes do América, toma duas do teu time que ficarás bem – Gargalhada.

– Até parece que vocês adivinharam! – falou a sogra – Com os acontecimentos, eu fiz uma torta e ia chama–los.

– Mas a senhora não ia conseguir, Sogrinha querida. Acho que o teu telefone está com defeito – mais uma vez ele olha para o cunhado.

– É que alguém deixou fora do gancho.

– Deve ter sido descuido, né sogrinha?

E a sogra vai até a cozinha e traz a torta vestindo a camiseta nova. A surpresa maior é que a dona Jussara fez uma torta com as cores e o símbolo do América.

– Olha só – gritou Juninho – que bolo lindo – todos ficaram quietos – e que coincidência, a senhora fazendo 62 aninhos que linda idade.

– O que tem a ver isto – responde o cunhado de mau humor.

– O que tem? Olha só – retruca Juninho – 62 é 6 e 2, entendeste, 6 e 2 e cai na risada.

A torta é servida, todos saboreiam

– Agora uma foto só eu e a sogrinha – solicitou Juninho, e a Luciana tirou – agora de costas – pediu outra foto.  

– Por que de costas? – perguntaram.

Juninho se vira de costas junto com a sua sogra mostrando o número 6 de sua camiseta e o 2 da que recém tinha comprado para dona Jussara.  Só os dois dão uma gargalhada.