quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A varanda

 


Da varanda eu vejo Paraisópolis,

sem preconceito, sem julgamentos hostis,

vejo beleza, vejo gente, vejo vida,

uma paisagem forte, pulsante e colorida.

 

Não vejo distância, nem vejo separação,

vejo histórias desenhadas no coração,

e enquanto o céu se veste de cinzento,

contemplo tudo com profundo sentimento.

 

É domingo, e a nuvem cobre o céu,

mas meu copo de caipirinha faz seu papel,

traz limão, traz cachaça, traz alegria,

e dá mais sabor à preguiçosa poesia.

 

Enquanto Fabrícia, minha amada,

prepara a refeição, tão bem temperada,

a cozinha se enche de aroma e calor,

e a casa inteira se perfuma de amor.

 

Eu, da varanda, com o copo na mão,

contemplo Paraisópolis com admiração,

e entre um gole, um olhar e um sorriso,

percebo que a vida é o melhor paraíso.

 

Se o domingo é nublado, não importa o céu,

Cada dia de vida, é ganhar um troféu

há amor na cozinha, há paz no olhar,

e uma boa caipirinha para acompanhar.

 

E que nunca nos falte, seja onde for,

um pouco de coragem, de riso e de amor;

pois a vida, quando a gente sabe brindar,

fica ainda mais bonita de contemplar.

 

Então ergo o meu copo, em sincera alegria,

Celebrando a vida em sua doce harmonia,

À Fabrícia, ao domingo e à nossa trajetória

À Paraisópolis, tão viva em sua história.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Carregador na tomada


Eu publiquei o vídeo acima na minha página de Síndico Profissional do Facebook para alertar  as pessoas das consequências de deixar o carregador de dispositivos direto na tomada.

O vídeo foi criado por IA, e como é de 10 segundos, não dá para explicar muita coisa. Logo, foquei no principal: segurança e economia.

Duas pessoas reagiram ao vídeo uma, que vou chamar de João, dizendo que havia pesquisas de que não há consumo, e a outra, que vou chamar de Joana, falando que não há perigo.  A Joana excluiu o comentário logo em seguida. Ela deve ter pesquisado e visto que seu comentário era infundado. 

Quanto ao João eu respondi, e logo após minha resposta, ele excluiu o seu comentário e deixou outro dizendo que eu estava certo.

A resposta que dei ao João, eu resolvi compartilhar com os visitantes do meu blogue com um pouco mais de informação.   

Falamos do consumo...

O carregador age como um pequeno transformador ligado à energia elétrica. Os componentes ficam ativos para manter o sistema pronto para a chegada de carga do dispositivo. Não existem assessórios que desligam sozinhos. Eles precisam de timer, botão de on/off, termostato ou programação. Logo, um carregador na tomada consome sim. Entretanto, este consumo é considerado fantasma, ou seja, baixo custo. É insignificante para 1 celular, pois calcula-se um valor inferior a R$ 1,00 por ano. Por isto, algumas pessoas afirmam que o carregador ligado direto na tomada não consome energia. Porém, não podemos pensar individualmente, pois somente no Brasil existem cerca de 278 milhões de celulares ativos.

Não há uma precisão do número de carregadores que ficam permanentemente conectado à tomada. No entanto, há pesquisas e também alertas de concessionárias que indicam que milhões de pessoas mantêm esse hábito no dia a dia. Trata-se de um costume bastante comum, tanto no Brasil quanto em diversos países do mundo. Logo, mesmo em uma estimativa modesta, imaginando que apenas metade dos 278 milhões mantenham o carregador ligado à tomada e que cada aparelho gere um custo anual de apenas R$ 0,50, somente no Brasil, o valor desperdiçado alcançaria cerca de R$ 69,5 milhões por ano.

Isto é uma quantia significativa para um consumo de energia que poderia ser evitado, sobretudo em um momento em que o uso consciente dos recursos energéticos é uma preocupação mundial. E olha que eu fiz os cálculos por baixo.

Quanto ao perigo...

Quantos destes 278 milhões, por algum motivo, perderam o carregador e compraram o mais barato? 

Carregadores não originais oferecem perigo sim. E quem tem crianças e/ou pet é um risco também deixar o carregador plugado, carregando ou não, independentemente der ser original.

Há quem vai comentar sobre outros eletrodomésticos que ficam ligados direto na tomada como TV, micro-ondas, geladeira etc.  Na questão de economia mundial, com exceção da geladeira, que é necessário que fique ligada,  seria interessante desligar sim, porque também existe o consumo fantasma. Entretanto, não oferecem riscos por apenas estarem plugados na energia, pois, além da conexão permanente ter uma finalidade,  foram projetados para isto, já o carregador de celular não. Além disto, não tem sentido algum um carregador ficar na tomada com o cabo pendurado ou atirado no chão ou em um móvel.

Apesar dos carregadores não terem sido projetados para ficaram permanentemente plugados, os especialistas e fabricantes dizem que não há riscos, quando for de boa qualidade. Porém, em todos os vídeos que vi  até hoje, eles aconselham a não deixar. Se aconselham a não deixar, não podemos confiar, não é mesmo?

Ademais, se tem um profissional que eu admiro e confio plenamente, é o Bombeiro. E, em todos os cursos e treinamentos que participo, eu faço a mesma pergunta sobre o assunto, e a resposta é sempre a mesma:

“Se não estiver carregando, não deixe na tomada”.

Vale ressaltar também a importância de não deixar o telefone carregando sobre objetos de fácil combustão, como papéis, tecidos, etc., e principalmente embaixo do travesseiro.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Novo Golpe por telefone

A tecnologia veio para facilitar a vida das pessoas, principalmente dos golpistas. Com o avanço tecnológico, os golpes se modernizam na mesma proporção.

Contarei aqui  o golpe que tentaram me passar...

A recepcionistas do prédio onde eu sou Síndico me ligou dizendo que Marcos Felipe do Jurídico Financeiro da concessionária de energia elétrica “XPTO”, cujo nome não quero mencionar, queria falar comigo.

Ela, responsavelmente, perguntou se poderia passar meu contato e eu concordei.

O cara me ligou...

No início a comunicação foi meio complicada porque não estávamos nos entendendo, pois, como ele ligou para o telefone do condomínio entendi que ele queria falar com o Síndico, mas na verdade, ele queria falar com o titular do contrato do apartamento e não do contrato do condomínio.

Depois de tudo esclarecido, o Marcos Felipe disse que a “XPTO” precisava devolver R$ 750,00 devido a uma cobrança errada porque meu contrato, junto com 15mil clientes, passou para bandeira vermelha erroneamente. No começo eu estava muito desconfiado, mas o cara era habilidoso e tinha domínio do que falava apesar de a forma de falar era muito estranha. Porém, não era linguajar de bandido.

Eu acabei dando meus dados bancários para ele que me pediu um telefone fixo para um supervisor me ligar.

O procedimento era típico de concessionárias e operadoras de telefone.

O número era privado, mas mesmo assim o cara foi convincente.

Eu dei o número da minha sala que não dou para ninguém. Eu o tenho só por causa da internet ligada a linha.

Ele não pediu senha e nem mandou link para clicar. Se o fizesse, claro que eu ia manda-lo tomar sagu.

Mais ou menos 30 minutos depois ...

Eu estava fora da minha sala e me ligaram, desta vez  sem número privado, com a foto de um cara a frente do logotipo do “MEUBANCO”, cujo nome também não vou citar, falando que era da área de antifraude do banco e que teve uma movimentação suspeita em minha conta. Não lembro o nome dele.

Eu achei estranho porque os bancos não ligam, apenas bloqueiam, mas no calor do momento fui escutando.

Ele sabia os meus e-mail, que eu tinha vendido um carro e disse que fizeram um empréstimo em meu nome. Como ele viu que a coisa estava difícil, me disse que pegaram um dispositivo na agência, que fica em Porto Alegre. Ele mesmo disse que só entregam para o titular. Eu disse a ele que não era eu, porque moro e estava em São Paulo.

Aí, ele me enviou duas fotos minhas. Uma é de rede social, a outra eu não lembro onde e quando tirei. Ele disse que tentaram fazer reconhecimento pela foto e não deu certo. Engraçado que o dispositivo, no banco, conseguiram  pegar.

Então, ele me disse que eu teria que fazer os cancelamentos no APP do “MEUBANCO” com a orientação dele, e para isto precisaria de um telefone fixo, pois não poderíamos falar e usar o APP ao mesmo tempo.  Eu disse que não tinha. E, neste momento, ele disse:

– No cadastro do banco está o  “numerox”. 

O “numerox” é exatamente o número que eu passei pro primeiro filho de uma senhora que roda a bolsinha na esquina e que nunca passei para ninguém. O “MEUBANCO” não tinha como ter este número. Aí eu falei:

– Este é um número falso que eu dei pro filho da peguete do primeiro batalhão da infantaria. E neste momento não estou confiando em ti. Com licença. – e desliguei.

Na mesma hora liguei para a gerente do “MEUBANCO”, que me verificou que não houve tentativa de movimentação nenhuma e confirmou que o “MEUBANCO”, não liga e sim bloqueia a conta para que o cliente ligue para o canal certo e aí sim ser orientado.