terça-feira, 25 de agosto de 2026

Carregador na tomada


Eu publiquei o vídeo acima na minha página de Síndico Profissional do Facebook para alertar  as pessoas das consequências de deixar o carregador de dispositivos direto na tomada.

O vídeo foi criado por IA, e como é de 10 segundos, não dá para explicar muita coisa. Logo, foquei no principal: segurança e economia.

Duas pessoas reagiram ao vídeo uma, que vou chamar de João, dizendo que havia pesquisas de que não há consumo, e a outra, que vou chamar de Joana, falando que não há perigo.  A Joana excluiu o comentário logo em seguida. Ela deve ter pesquisado e visto que seu comentário era infundado. 

Quanto ao João eu respondi, e logo após minha resposta, ele excluiu o seu comentário e deixou outro dizendo que eu estava certo.

A resposta que dei ao João, eu resolvi compartilhar com os visitantes do meu blogue com um pouco mais de informação.   

Falamos do consumo...

O carregador age como um pequeno transformador ligado à energia elétrica. Os componentes ficam ativos para manter o sistema pronto para a chegada de carga do dispositivo. Não existem assessórios que desligam sozinhos. Eles precisam de timer, botão de on/off, termostato ou programação. Logo, um carregador na tomada consome sim. Entretanto, este consumo é considerado fantasma, ou seja, baixo custo. É insignificante para 1 celular, pois calcula-se um valor inferior a R$ 1,00 por ano. Por isto, algumas pessoas afirmam que o carregador ligado direto na tomada não consome energia. Porém, não podemos pensar individualmente, pois somente no Brasil existem cerca de 278 milhões de celulares ativos.

Não há uma precisão do número de carregadores que ficam permanentemente conectado à tomada. No entanto, há pesquisas e também alertas de concessionárias que indicam que milhões de pessoas mantêm esse hábito no dia a dia. Trata-se de um costume bastante comum, tanto no Brasil quanto em diversos países do mundo. Logo, mesmo em uma estimativa modesta, imaginando que apenas metade dos 278 milhões mantenham o carregador ligado à tomada e que cada aparelho gere um custo anual de apenas R$ 0,50, somente no Brasil, o valor desperdiçado alcançaria cerca de R$ 69,5 milhões por ano.

Isto é uma quantia significativa para um consumo de energia que poderia ser evitado, sobretudo em um momento em que o uso consciente dos recursos energéticos é uma preocupação mundial. E olha que eu fiz os cálculos por baixo.

Quanto ao perigo...

Quantos destes 278 milhões, por algum motivo, perderam o carregador e compraram o mais barato? 

Carregadores não originais oferecem perigo sim. E quem tem crianças e/ou pet é um risco também deixar o carregador plugado, carregando ou não, independentemente der ser original.

Há quem vai comentar sobre outros eletrodomésticos que ficam ligados direto na tomada como TV, micro-ondas, geladeira etc.  Na questão de economia mundial, com exceção da geladeira, que é necessário que fique ligada,  seria interessante desligar sim, porque também existe o consumo fantasma. Entretanto, não oferecem riscos por apenas estarem plugados na energia, pois, além da conexão permanente ter uma finalidade,  foram projetados para isto, já o carregador de celular não. Além disto, não tem sentido algum um carregador ficar na tomada com o cabo pendurado ou atirado no chão ou em um móvel.

Apesar dos carregadores não terem sido projetados para ficaram permanentemente plugados, os especialistas e fabricantes dizem que não há riscos, quando for de boa qualidade. Porém, em todos os vídeos que vi  até hoje, eles aconselham a não deixar. Se aconselham a não deixar, não podemos confiar, não é mesmo?

Ademais, se tem um profissional que eu admiro e confio plenamente, é o Bombeiro. E, em todos os cursos e treinamentos que participo, eu faço a mesma pergunta sobre o assunto, e a resposta é sempre a mesma:

“Se não estiver carregando, não deixe na tomada”.

Vale ressaltar também a importância de não deixar o telefone carregando sobre objetos de fácil combustão, como papéis, tecidos, etc., e principalmente embaixo do travesseiro.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Novo Golpe por telefone

A tecnologia veio para facilitar a vida das pessoas, principalmente dos golpistas. Com o avanço tecnológico, os golpes se modernizam na mesma proporção.

Contarei aqui  o golpe que tentaram me passar...

A recepcionistas do prédio onde eu sou Síndico me ligou dizendo que Marcos Felipe do Jurídico Financeiro da concessionária de energia elétrica “XPTO”, cujo nome não quero mencionar, queria falar comigo.

Ela, responsavelmente, perguntou se poderia passar meu contato e eu concordei.

O cara me ligou...

No início a comunicação foi meio complicada porque não estávamos nos entendendo, pois, como ele ligou para o telefone do condomínio entendi que ele queria falar com o Síndico, mas na verdade, ele queria falar com o titular do contrato do apartamento e não do contrato do condomínio.

Depois de tudo esclarecido, o Marcos Felipe disse que a “XPTO” precisava devolver R$ 750,00 devido a uma cobrança errada porque meu contrato, junto com 15mil clientes, passou para bandeira vermelha erroneamente. No começo eu estava muito desconfiado, mas o cara era habilidoso e tinha domínio do que falava apesar de a forma de falar era muito estranha. Porém, não era linguajar de bandido.

Eu acabei dando meus dados bancários para ele que me pediu um telefone fixo para um supervisor me ligar.

O procedimento era típico de concessionárias e operadoras de telefone.

O número era privado, mas mesmo assim o cara foi convincente.

Eu dei o número da minha sala que não dou para ninguém. Eu o tenho só por causa da internet ligada a linha.

Ele não pediu senha e nem mandou link para clicar. Se o fizesse, claro que eu ia manda-lo tomar sagu.

Mais ou menos 30 minutos depois ...

Eu estava fora da minha sala e me ligaram, desta vez  sem número privado, com a foto de um cara a frente do logotipo do “MEUBANCO”, cujo nome também não vou citar, falando que era da área de antifraude do banco e que teve uma movimentação suspeita em minha conta. Não lembro o nome dele.

Eu achei estranho porque os bancos não ligam, apenas bloqueiam, mas no calor do momento fui escutando.

Ele sabia os meus e-mail, que eu tinha vendido um carro e disse que fizeram um empréstimo em meu nome. Como ele viu que a coisa estava difícil, me disse que pegaram um dispositivo na agência, que fica em Porto Alegre. Ele mesmo disse que só entregam para o titular. Eu disse a ele que não era eu, porque moro e estava em São Paulo.

Aí, ele me enviou duas fotos minhas. Uma é de rede social, a outra eu não lembro onde e quando tirei. Ele disse que tentaram fazer reconhecimento pela foto e não deu certo. Engraçado que o dispositivo, no banco, conseguiram  pegar.

Então, ele me disse que eu teria que fazer os cancelamentos no APP do “MEUBANCO” com a orientação dele, e para isto precisaria de um telefone fixo, pois não poderíamos falar e usar o APP ao mesmo tempo.  Eu disse que não tinha. E, neste momento, ele disse:

– No cadastro do banco está o  “numerox”. 

O “numerox” é exatamente o número que eu passei pro primeiro filho de uma senhora que roda a bolsinha na esquina e que nunca passei para ninguém. O “MEUBANCO” não tinha como ter este número. Aí eu falei:

– Este é um número falso que eu dei pro filho da peguete do primeiro batalhão da infantaria. E neste momento não estou confiando em ti. Com licença. – e desliguei.

Na mesma hora liguei para a gerente do “MEUBANCO”, que me verificou que não houve tentativa de movimentação nenhuma e confirmou que o “MEUBANCO”, não liga e sim bloqueia a conta para que o cliente ligue para o canal certo e aí sim ser orientado.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Copólatra em recuperação


Pois é, a copa acabou. E, como um copólatra assumido fico triste. Porém, acredito que devo ser um copólatra em recuperação porque não me empolguei tanto com esta copa, não. E não foi por causa da péssima atuação do Brasil. Em 1982, por exemplo, o Brasil teve a seleção considerada uma das melhores de todos os tempos, fomos eliminados antes da semifinal, mas eu continuei assistindo com empolgação.

 Teve copa que eu vi todos os jogos, inclusive aqueles que acontecem simultaneamente na última rodada da fase de grupos. Sim, eu coloquei uma TV ao lado da outra para sintonizar os dois canais. Teve outra que eu negociei com meu gerente da época para trabalhar a noite porque os jogos eram a tarde. Porém, nesta de 2026, foi a copa que menos jogos eu vi e também não comentei nas redes sociais como fiz em outras.

 Há muitas coisas a falar sobre esta copa. Entretanto, vou comentar o que acho relevante.

 Para começar falo do Neymar. E nada tem com cunho político. Quem ele vota ou deixa de votar é problema dele. O que eu queria é que ele entrasse, jogasse bem e marcasse gols. Já tem gente falando que o cara foi a maior decepção, mas vamos ser honestos? Ele jogou 38 minutos a copa toda divididos em dois jogos. Isto é menos que um tempo de jogo. Vai fazer o que neste pouco tempo?

 Quanto as seleções, torci para o Brasil, Colômbia e Portugal e Espanha.

 Mudando de assunto, eu não gosto de Copa que seja em mais de um país. Acho uma tremenda bobagem. É politicagem. Dois como foi Coreia e Japão já acho ruim, mas três é horrível.

 E por falar em três países, essa divisão só serve para escancarar o circo político que virou o torneio. Onde já se viu um absurdo como o Trump querer dar canetada para mandar anular cartão vermelho? E o que é pior, a FIFA covardemente acatou.

Futebol tem regra, tem juiz no campo e VAR na cabine, se um chefe de Estado começar a meter a colher para anular expulsão, é melhor transformar, de vez,  a copa num comício eleitoral.

 Outra coisa horrível é a possibilidade de suspensão de um jogo em atividade por conta das condições climáticas que em alguns estados é comum nesta época do ano. Eu até entendo a necessidade dos novos protocolos de segurança por conta das ondas de calor extremo e das tempestades severas que ocorrem. Mas a verdade é que os Estados Unidos não têm a menor qualificação para sediar eventos deste porte em estádios abertos. Uma parada forçada por tempo indeterminado destrói o ritmo de jogo, prejudica o condicionamento das equipes, desgasta os atletas e é um verdadeiro banho de água fria no espetáculo. Se a ideia era fazer um torneio nessas condições climáticas por lá, todos os estádios deveriam ser obrigatoriamente cobertos e climatizados para evitar e suprir esse tipo de revés.

 E, claro, não posso deixar de falar da arbitragem, que mais uma vez deu o seu show. A Argentina parece que joga com um regulamento próprio e um empurrãozinho extra da FIFA. O favorecimento acintoso contra o Egito já tinha sido difícil de engolir, mas o que fizeram contra a Espanha foi o cúmulo do absurdo. Fica difícil manter o entusiasmo de copólatra quando a impressão que dá é que o script já vem pronto antes mesmo do apito inicial.

Ainda bem que a justiça foi feita e “Y España ganó”.

Uma coisa que usaram nesta copa é que se a arbitragem de campo dá um escanteio que não foi, o VAR avisa para reverter. Porém, se for o contrário segue o baile. Acho errado e injusto. O argumento é que um escanteio é uma grande possibilidade de gol, logo, escanteio mal marcado seguido de gol é injusto.  Porém, uma falta perto da área também é perigo de gol e na copa de 2018 a França abriu o placar com um gol de uma falta mal marcada, e nada se fala, nada foi feito.

 Há uma solicitação da Federação Sul Americana, a COMEBOL, que o número de países participantes na copa do 2030 aumente de 48 para 64. Isto, sinceramente, achei sensacional. É uma oportunidade para mais países participarem.  Tomara que vingue.  Quem sabe assim, sobre uma vaga para a Venezuela, o único país da América do Sul, dos que têm futebol, que nunca participou de nenhuma copa. Eu torço por isto.

Haverá quem vai dizer: “Vai entrar muita seleção fraca”. 

Eu respondo: “Faz parte do pacote e ainda podemos ter uma surpresa positiva como Cabo Verde”.

           E depois, com 64 seleções acaba esta palhaçada de se classificar os 8 melhores terceiros. Aí, neste caso só passam para as eliminatórias o primeiro e o segundo de cada grupo.

            O ruim é que será em três países novamente, Portugal, Espanha e Marrocos e ainda com jogos comemorativos no Uruguai, Argentina e Paraguai, ou seja, teremos jogos em 3 continentes.  

            Eu faço as seguintes perguntas:

Se são jogos comemorativos de 100 anos de copa e a primeira copa foi no Uruguai, o que a Argentina e o Paraguai têm a ver com isto?

Quais os critérios para excluírem Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Chile e Equador?

 E para terminar, minha singela opinião para melhorar o futebol de forma geral, não apenas nas copas:

É ridículo os jogadores a bater um escanteio querer ganhar milímetros colocando a bola além da linha. Manda colocar da linha pra dentro pra acabar com isto.

Mais ridículo ainda é um jogador deitado atrás da barreira. Futebol se joga de pé. Tem que acabar com esta palhaçada.

Tem que acabar, também, com o papinho do Juiz no agarra agarra nas cobranças de faltas e escanteios.  Mete um amarelo logo, e se depois da cobrança se tiver agarra agarra marca pênalti ou falta.

Voltar a regra dos 6 segundos do goleiro. Não largou a bola dá tiro indireto. Aumentaram o tempo pra 8 segundos e mudaram pra escanteio, ou seja, diminuíram a pena e aumentaram a cera.

Se precisar do VAR pra saber se a ponta da chuteira está 0.001 mm mais a frente que o ombro. Considere mesma linha. Qual a vantagem o atacante leva nesta posição considerada impedimento?