sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Fazer o bem sem olhar a quem

  

        Pensei muito se publicaria esta história porque sempre achei que quem faz o bem não precisa divulgar, mas  eu também penso que publicando podemos incentivar as pessoas a fazerem o mesmo.

         Muitos sabem que sou um gaúcho morando em São Paulo e há alguns meses, voltando de um evento entre uma estação de metrô e outra mais exatamente Consolação e Paulista avistei ao longe um homem esticando a mão para os transeuntes pedindo. Todos o ignoraram. Quando chegou a minha vez não foi diferente, passei direto.  Porém, não sei o que me fez me virar e ele estava me acompanhando com os olhos. Vai ver ele percebeu minha cara de bonzinho. Com um sorriso, ele fez o gesto característico de quem pede comida. Eu voltei até ele que prontamente me disse que estava com fome e que poderia ser uma empada.

            Ao nosso lado tinha um quiosque pequeno que vendia refri e salgadinhos.

       Perguntei-lhe se ele não queria uma coxinha, mas ele insistiu em “pode ser uma empada”, acredito eu, que em sua mente a coxinha era mais cara. Falei para o atendente para dar-lhe uma empada e uma coxinha e perguntei para o homem se ele queria um refri. Ele respondeu na hora que sim.

          Ele apertou minha mão umas cinco vezes me abençoando e agradecendo e falou que era morador de rua.

         De repente ele viu na gôndola um Kibe e perguntou se poderia trocar a empada pelo quibe. Imediatamente, eu pedi para o atendente para dar-lhe o quibe sem troca.

           A conta não deu nem R$ 20,00.  Eu até me surpreendi com o baixo valor.

          Eu me despedi e ele me abençoou mais uma vez.

          Não sei se conseguem imaginar a sensação de bem-estar  que eu sai de lá.

        Não tenho como resolver o problema da fome do mundo, mas pelo menos aquele dia aliviei a fome de alguém;

          Fazer o bem sem olhar a quem. 

             

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