domingo, 20 de julho de 2014

Piquete – a luta

Felipe Lima, após se formar em Medicina, retorna à sua cidade natal, Senópolis, com o objetivo de melhorar a saúde da população. Encontra a namorada de infância, Mariana, que recentemente rompera seu compromisso com o noivo e reiniciam o antigo relacionamento.
Inteirando-se da situação da única empresa de grande porte da cidade percebe que a Mega S.A. lucra muito, mas oferece poucos benefícios. Tenta em vão conversar com os proprietários. Então, se dispõe a ajudar o sindicato na luta por melhores condições de trabalho. No início foi difícil, mas ele foi ganhando a confiança da população. 
             De família de posses, Felipe pode se dar ao luxo de atender gratuitamente as pessoas de baixo poder aquisitivo.
Até esta data, a empresa era dominadora e o sindicato, embora atuante, não tinha forças devido ao medo dos funcionários.  O quadro funcional da Mega era de 100% dos moradores de Senópolis. O receio de todos era de que a poderosa fechasse as portas e a maior fonte de empregos da cidade secasse. Em Senópolis, ou eram fazendeiros, caso da família de Felipe, donos de pequenos negócios ou funcionários da grande fábrica.
O doutorzinho, assim tratado carinhosamente, foi conquistando a todos e com isto, chamando também a atenção da imprensa das cidades maiores.
Em uma reunião no Sindicato:
– E se eles fecharem as portas e forem para outra cidade? – Perguntou um participante.
– Amigos! – Falou Felipe – Eles precisam de vocês tanto quanto vocês precisam deles. É muito custoso para uma empresa deste porte mudar para outra cidade. Eles terão de qualificar a mão-de-obra, e isto temos aqui em abundância. E depois, em outro lugar, as pessoas também poderão fazer reivindicações.
– Vamos fazer greve já? – Perguntou outro participante.
– Infelizmente sim. Eles nem querem conversar. Acham que estão acima de tudo e de todos. Precisamos mostrar a eles nossa força, e somos fortes, acreditem!
– Então amanhã começaremos!
– Isto! Vamos para frente da fábrica. Faremos muito barulho. Mas lembrem-se, tudo pacificamente. Sem violência e sem quebra-quebra. Precisamos dar exemplo e não motivo para nos acusarem.
A greve durou uma semana e a empresa prometeu atender as reivindicações. O movimento foi suspenso. Passou o fim do mês e o prometido não foi cumprido. Nova greve começou, mas desta vez não durou dois dias, pois o sindicato foi chamado na empresa para representar os funcionários. O sindicato delegou esta tarefa a Felipe.
– Sr. Lobato – chamou a secretária – O Dr. Felipe está na recepção.
– Mande-o entrar e chame o Alan e a Denise.
– Com licença – Felipe entrando na sala do diretor de RH e um dos donos da Mega S.A.
– Pois não. Pode entrar.
– Prazer, Felipe Lima.
– (Risos) Eu sei, cidade pequena, acabamos sabendo quem são as pessoas.
– Mas eu não conhecia o senhor, nunca foi no meu consultório.
– Quando preciso vou a Capital. Ah! Os advogados chegaram. Estes são Denise e Alan, advogados da empresa.
Após, as devidas apresentações realizadas...
– Então é o representante do Sindicado – Falou Alan.
– Sim! Fui nomeado e aclamado pelos sindicalizados.
– Estamos de posse das reivindicações – falou Denise – 30% de aumento, plano de saúde, ambulatório na empresa, creche, participação nos lucros. É uma bela reivindicação.
– Mas nada que vá quebrar a empresa – falou Felipe.
– E o que você entende das finanças da nossa empresa? – Falou Lobato rindo.
– Uma empresa deste porte, sem concorrência na região. É exportadora. E o balanço anual tem que ser publicado. É de fácil acesso.
– É! Este é esperto – Alan cochicha no ouvido de Denise.
– Você está me dando muita dor de cabeça – falou o diretor.
– Não precisava nada disto – retruca Felipe – os funcionários pedem muito pouco perto do que produzem.
– Mas 30% é muita coisa para dar assim.
Felipe respira fundo e continua:
 – Sabemos disto. Estamos cientes. A nossa idéia é de 15% agora e 15% no fechamento do semestre.
– E se nós não toparmos – retruca o diretor.
– Será ruim para todos.
– Pois é – falou o diretor – Nós já estávamos mais ou menos preparados para isto temos a seguinte proposta: 11% no fim do mês e 11% no final do ano. O plano de saúde está em estudo, resolveremos até a metade deste ano. Quanto a participação nos lucros já está decidido, ficará para o ano que vem com base no resultado deste ano. Só ficaremos devendo a creche e o ambulatório. Não dispomos de espaço físico. Há muito tempo estamos querendo comprar o terreno aqui ao lado da Mega. Temos preferência no negócio. Porém, há um problema com o inventário, coisa de herdeiros desunidos. Haverá espaço para ampliarmos a fábrica e construirmos um ambulatório e uma creche. Você sabe o que significa a ampliação da fábrica, né?
– Sim senhor! Aumento de emprego – falou Felipe.
– Isto ai! É um garoto esperto. Você não quer trabalhar para nós? Podemos arrendar o seu consultório enquanto não fechamos o negócio.  Depois poderá trabalhar no ambulatório. Gostamos de pessoas inteligentes ao nosso lado.
– É uma proposta tentadora, mas se o senhor não se ofender, prefiro esperar o acordo ser assinado antes de dar a resposta. Preciso passar a nova posição aos funcionários. Não posso decidir sozinho, é a vida deles.
– Você é quem sabe. Meus advogados procurarão o sindicato para fecharmos o acordo. Mais uma coisa, se eles aceitarem, e espero que aceitem, voltarão ao trabalho já. OK?
– Combinado.
Felipe sai e comunica a todos. Para quem estava acostumado a não receber nada, a notícia foi comemorada.
Ainda na sala do diretor:
– Garoto esperto este doutorzinho – falou Denise.
– É, está nos dando muita dor de cabeça mesmo – falou Alan.
– Alan, resolveremos isto hoje, correto? – indagou Lobato.
– Sim senhor, de hoje não passa.
Felipe retorna para o consultório. No final do dia, Mariana vai ao encontro dele.
– Oi amor, como foi a negociação com a Mega?
– Tudo perfeito, a contraproposta ficou um pouco abaixo, mas o pessoal aceitou. De resto temos ótimas perspectivas.
– E se eles não cumprirem?
– Acho que cumprirão. Se não, por que teriam me chamado? Eles perderam muito com a paralisação. O povo daqui nunca teve coragem de reagir. Agora sabem que são fortes.
– Que bom! Amor, posso dormir na sua casa hoje?
– Claro que pode. Mas por que hoje? – risos – Não é as terças de manhã que ficas com o teu sobrinho?
– Amanhã minha irmã não vai trabalhar, está de folga.
– Que bom, então vamos. Estou cansado e um pouco atrasado para ver o programa médico que passa as segundas.
Quando o carro está para dobrar a esquina da casa de Felipe, ele pede para Mariana pegar o controle da garagem que está no porta luvas. Ela deixa cair e deita no seu colo para procurar.
– O que é isto querida?
– Caiu em baixo do banco, estou procurando.
– Risos – Mas se alguém vir, o que vão pensar?
– Ah, nada a ver.
– Mas é minha rua, levanta.
– To quase pegando, cheguei a tocá-lo, mas escorregou.
– Já estamos na frente de casa. Deixa que eu saio do carro e procuro.
– Não precisa. Eu consegui.
E Mariana levanta e repentinamente cai novamente no colo de Felipe que percebe sua cabeça ensangüentada. Mas nem teve tempo para pensar no que houve porque sua cabeça também é atingida. A luta de Felipe acabou ali. Infelizmente, nada ficou provado. Apesar de sua morte, a população continuou mobilizada. A empresa cumpriu o prometido.  Outros líderes se formaram, mas a imagem de Felipe ficou para sempre na lembrança do povo. 

44 comentários:

  1. e assim infelizmente é a vida
    mais um Felipe que se foi
    por uma causa


    *´¨)*Linda Noite!
    ¸.•*¸.• ?´¨).• ?¨) Beijokas da Nanda
    (¸.•´*(¸.•´*(.¸. •*
    Mamãe de Duas

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  2. Que dor, que tristeza que tragédia
    mas é assim, vc morre sem saber o pq
    Com tantos planos e tudo se ruiu o que
    foi uma pena......Claudio vc continua arrasando
    nos seus contos!!
    Abraços de sempre
    └──●► *Rita!!

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  3. Cláudio tu sempre me impressiona, fiquei com os olhos grudadinhos até o ponto final... Bom dia meu amigo. Te convido a participar da festa de encerramento da 1ª fase do 9º Pena de Ouro... Vamos respirar poesia... Um doce beijo no coração.

    ah! cadê o selo participação e o trofeu Trovador lírico? :-( kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  4. Triste o conto,mas tem um lado muito positivo, pois precisamos de pessoas assim como Felipe, que ajudem aos menos favorecidos e que não vivam por dinheiro!
    A vida seria mais interessante, se todos se comprometessem com todos, se fosse uma humanidade comprometida e dividir , gosto de pessoas solidárias como esse médico, só foi muito trágico o que aconteceu com Mariana!
    A vida nos apronta mesmo!!!!
    http://www.elianedelacerda.com

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  5. Um ótimo texto, mas com um final triste. Lamentavelmente, algumas vezes é assim.
    petalasdeliberdade.blogspot.com

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  6. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência... Forte, mas é isso que estamos habituados a ouvir, infelizmente.

    Como sempre, um ótimo texto, Claudio.
    abração.

    eraoutravezamor.blogspot.com
    semprovas.blogspot.com

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  7. Infelizmente é isso que acontece. É o Brasil da impunidade.

    Belo texto.
    Testahy
    Curta: Testahy

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  8. Nossa, Claudio, fiquei emocionada com esse conto!!!
    Precisamos de muitos Felipes em nossas vidas!!!
    Infelizmente, muitos que tentam mudar o "sistema" acaba assim!!!
    Feliz domingo para vc!!!! Bjsss!!

    http://www.agendadosblogs.blogspot.com.br

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  9. Uma história forte... ele era um exemplo, pois foi bom e fez coisas boas, pena que se foi. abraços

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  10. Que historia mais linda e ao mesmo tempo triste. Pelo menos depois da morte do Felipe eles continuaram o combinado e ainda penso que pode ter sido um dos que ficavam com inveja dele.

    Abraço
    rodrigobandasoficial.blogspot.com

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  11. Ai me pergunto qual o valor de uma vida?
    Hj em dia saímos de casa e nem sabemos se vamos voltar.
    O importante mesmo e viver cada dia intensamente, praticando o bem.
    Afinal todos seremos lembrados pelos bens que praticamos.

    Adorei sua visita no meu blog =)

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  12. Bom dia Poeta. A 2ª Fase do 9º Pena de Ouro já começou. Tu fazes parte da brincadeira, então vamos agitar a blogosfera! Beijos no coração.

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  13. lindo, um final triste, semelhança com a realidade que nos rodeia....bjs
    www.blogpinkmakeup.com

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  14. Grande tragédia...

    Obrigada por sua visita e comentário.
    Como não comentou no último post quase passava despercebido :)
    Volte sempre.

    Beijinhos

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  15. A realidade é dura e triste.... infelizmente vivemos em um mundo onde o dinheiro é quem manda :/

    http://vivasincera.blogspot.com.br/

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  16. amei o texto e infelizmente isso acontece
    bjs
    http://crisartigosfemininos.blogspot.com.br/

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  17. Boa tarde Claudio.
    Nossa que final trágico. Fiquei como sempre tão ligada na leitura que jamais imaginava esse fim...Muitos que entram em lutas com a pura intenção de fazer o bem em prol de muitos e mexem com os Grandes Poderosos acabam dessa maneira, essa é a mais pura verdade.Lamentável.
    Abraços com carinho e tenha um ótima semana.
    Marilene

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  18. Oi Claudio, muito forte tudo isso. E infelizmente acontece mesmo...

    Abraços, excelente semana.

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  19. E assim devem ter morrido diversos Felipes por aí. Infelizmente essa é a realidade do capitalismo.

    BJssssssss

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  20. Que história triste meu amigo, mas infelizmente é a nossa realidade... :(
    Muitos "Felipes" morrem e nada é feito por eles.
    Beijos. ♥

    Diário da Lady

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  21. Bom dia, Claudio, seu texto é bom demais, me fez sentir muitas emoções.
    É triste saber que ainda acontecem fatos como este. Você pintou com palavras um acontecimento muito triste. Nota dez para seu texto. Grande abraço1

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  22. Infelizmente essas coisas acontece, até quando isso vai continuar a acontecendo, Cláudio beijos.
    Blog /Fan Page / Twitter /

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  23. Ah! Cláudio, estava tão lindo, caminhando inteligentemente tão bem, eu preferia um final feliz... Chi! Amanhã essa matéria vai estar no Cidade Alerta.
    Parabéns e beijo!

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  24. Outro ótimo texto, não esperava por esse final. Mas gostei, por ser diferente do que você usualmente escreve.

    Thoughts-little-princess.blogspot.com

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  25. Triste e tantas vezes tão real! Lindo,mais uma vez! abração praiano,chica

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  26. ótimo texto!
    Bem reflexivo, bom para pensar!!
    Bjs, Lu - http://resenhasdalu.blogspot.com.br/

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  27. Oie Claudio =)

    Impossível ler esse texto e não ficar com aquela pontinha de tristeza no final. Ele traz uma ótima reflexão, mas as vezes é difícil acreditar que a vida pode ser tão complicada e por que não, - trágica.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary


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  28. Que do mal, você, Chamun! Sempre com essas histórias realistas e finais imprevisíveis. E esse foi triste e injusto demais, mas a mensagem foi boa.

    Foi mal a demora em passar aqui. Estive meio fora do ar, mas agora estou de volta em novo lugar. Dá uma olhada lá e se puder divulga para os seus contatos. Abraço.
    http://portalquasetudo.com.br

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  29. Um texto carregado de realidade. Triste, real e reflexivo.
    Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

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  30. Olha eu aqui novamente amigo Claudio!
    Como sempre com textos incríveis. A triste realidade no mundo néh?!
    Um texto super reflexivo!

    Um super abraço do Lyu Somah
    http://lyusomah.tumblr.com

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  31. Ótimo texto, só não gostei da parte que o Felipe morre, mas é a realidade né?

    detudoumpouco28.blogspot.com

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  32. Muitos mártires precisam sacrificar a vida pra alcançarem os objetivos, o que é uma lástima. Mas se não houver pessoas como Felipe, infelizmente, a possibilidade dos trabalhadores serem valorizados, é mínima.
    Queria te indicar um filme, caso não tenho assistido ainda Claudio. Trata um pouco sobre esse assunto, chama-se: "Uma história de amor e fúria."

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  33. Olá, Claudio.
    Grande texto; infelizmente, ele é mais atual e comum do que podemos imaginar.
    Na teoria, a lei deveria socorrer a todos e punir s culpados, mas na prática ela existe para salvaguardar quem tem muito dinheiro e manda em quem não tem.
    O mundo sempre será injusto por causa da ganância humana, o que devemos fazer é sempre tentarmos agir contra as injustiças e darmos o exemplo, para que outros o façam e desta forma possamos criar um mundo melhor.
    Abraço, Claudio.

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  34. Olá!!!

    Passando para visitar o seu blog e para falar que eu estou te indicando o SELO PREMIAÇÃO BLOG, chamado The Cracking Chrispmouse Bloggywog Award.Ficarei muito feliz se você aceitar o Selo.Passa na Agenda dos Blogs e leia a postagem completa e pegue o seu selo. Bjsssss!!!!

    http://agendadosblogs.blogspot.com.br/2014/07/selo-premiacao-blog.html

    http://www.agendadosblogs.blogspot.com.br

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  35. Que triste... infelizmente acontece isso. Bom texto!! beijinhos

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  36. Olá Claudio,

    Infelizmente, o conto retrata uma cruel realidade. O egoísmo e a ganância transformam o ser humano, que se torna capaz de qualquer ato de violência para não perder privilégios e lucros. Mas Felipe fez sua parte e deixou um rastro de exemplo a ser seguido.
    Muito bom!

    Grata pela atenção. Desculpe-me a demora em retornar. É que as coisas se complicaram por aqui.

    Grande abraço.

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  37. Ai que texto triste e verdadeiro :(
    bjcas
    http://estou-crescendo.blogspot.com.br/

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  38. Oi, Claudio!
    Uma pessoa honesta e de boa vontade sempre será alvo dos tubarões, ainda mais dos sindicatos que piores que as empresas.
    Bom fim de semana!
    Beijus,

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  39. Boa noite amigo Cláudio!
    Um texto surpreendente. ..e é sempre assim na vida real. ..uma luta constante por mais e mais poder...
    Muito triste. ..
    Feliz Semana!
    Abraços da Bia!

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  40. Tragédias do cotidiano da luta pelo poder. Abraço.

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  41. história forte com final triste, mas realista... Mais um ótimo conto, Claudio!

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  42. Caramba! Forte Claudio!
    Adorei o final, fez um suspense muito legal e conseguiu mudar o final que eu esperava!

    Identidade Aleatória

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  43. Gostei muito da história! Inclusive pelo questões sociais... Mas eu já li o próximo post antes de voltar aqui para comentar, então já sei quem foi o mandante do crime.... Mas antes também suspeitei da firma...

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  44. Champanhe pra todos comemorarem tanta sabedoria!!
    Pena que teve um final triste, mas é bem assim na vida real.
    TIM! TIM!

    Beijos,

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