Sob o sol que a rua ilumina
Lá vem ela com elegância
Pra ela minha visão se destina
que exibe beleza com exuberância
Caminhar com modesta e sutil dança
Que mais parece um desfile
Nos olhos de quem não se cansa
Não há quem melhor brilhe
A calçada vira sua passarela
A ponto de meu folego tirar
Não há moldura que prenda essa tela
Nem que impeça o meu olhar
Suas curvas traçam o norte
Tirando o meu equilíbrio
Num sorriso, a minha sorte
Para meu total delírio
Seu telefone, eu suplico
Pedindo com leve agonia
Ela diz em tom pacífico
Quem sabe qualquer dia
E logo que ela se afasta
Meus olhos a seguem pela rua
Até que sua sombra se apaga
Enquanto minha mente flutua
Para mim sobra a saudade
Só me resta fazer poesia
Para aliviar minha ansiedade
Porque fiquei só na fantasia.
