quarta-feira, 13 de maio de 2026

Entre o olhar e a saudade


Sob o sol que a rua ilumina

Lá vem ela com elegância

Pra ela minha visão se destina

que exibe beleza com exuberância

 

Caminhar com  modesta e sutil dança

Que mais parece um desfile

Nos olhos de quem não se cansa

Não há quem melhor brilhe

 

A calçada vira sua passarela

A ponto de meu folego tirar

Não há moldura que prenda essa tela

Nem que impeça o meu olhar

 

Suas curvas traçam o norte

Tirando o meu equilíbrio

Num sorriso, a minha sorte

Para meu total delírio

 

Seu telefone, eu suplico

Pedindo com leve agonia

Ela diz em tom pacífico

Quem sabe qualquer dia

 

E logo que ela se afasta

Meus olhos a seguem pela rua

Até que sua sombra se apaga

Enquanto minha mente flutua

 

Para mim sobra a saudade

Só me resta fazer poesia

Para aliviar minha ansiedade

Porque fiquei só na fantasia.