quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A varanda

 


Da varanda eu vejo Paraisópolis,

sem preconceito, sem julgamentos hostis,

vejo beleza, vejo gente, vejo vida,

uma paisagem forte, pulsante e colorida.

 

Não vejo distância, nem vejo separação,

vejo histórias desenhadas no coração,

e enquanto o céu se veste de cinzento,

contemplo tudo com profundo sentimento.

 

É domingo, e a nuvem cobre o céu,

mas meu copo de caipirinha faz seu papel,

traz limão, traz cachaça, traz alegria,

e dá mais sabor à preguiçosa poesia.

 

Enquanto Fabrícia, minha amada,

prepara a refeição, tão bem temperada,

a cozinha se enche de aroma e calor,

e a casa inteira se perfuma de amor.

 

Eu, da varanda, com o copo na mão,

contemplo Paraisópolis com admiração,

e entre um gole, um olhar e um sorriso,

percebo que a vida é o melhor paraíso.

 

Se o domingo é nublado, não importa o céu,

Cada dia de vida, é ganhar um troféu

há amor na cozinha, há paz no olhar,

e uma boa caipirinha para acompanhar.

 

E que nunca nos falte, seja onde for,

um pouco de coragem, de riso e de amor;

pois a vida, quando a gente sabe brindar,

fica ainda mais bonita de contemplar.

 

Então ergo o meu copo, em sincera alegria,

Celebrando a vida em sua doce harmonia,

À Fabrícia, ao domingo e à nossa trajetória

À Paraisópolis, tão viva em sua história.