quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mais um ano, mais um Natal..

            É! O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus não continua numa boa. Certamente os mais jovens – risos – não entenderão a brincadeira, mas deixa pra lá.
Novamente chegamos às vésperas do Natal e dizemos: “Nossa! Este ano voou”. Porém, todos os anos voam. Voam 365 dias sem parar, alguns 366. E de novo renovamos as esperanças para um ano melhor.
Então, quem sou eu para quebrar esta tradição? Logo, sem muitas delongas...

 E 



sábado, 14 de novembro de 2015

Mate quente e um bagual

Quem me conhece sabe que há anos atrás eu fui transferido para a maior cidade brasileira, São Paulo. Sabe também, que não sou mais gaúcho por falta de espaço. Nada contra os paulistas, tão pouco contra os nascidos em outros estados. Apenas que muitas pessoas têm suas raízes e eu tenho as minhas. Apesar de não gostar de chimarrão e de não usar bombachas, tenho orgulho de ser gaúcho, mas que barbaridade tchê.
Bueno! Acontece que eu comecei a sentir o peso da transferência quando sai do hotel pago pela empresa e aluguei um AP tri legal¹¹. Até aí nada de mais, né? Porém, foi nesta data que eu transferi o meu carro para Sampa. Assim, peguei minha primeira tranqueira. Ah! Engarrafamento é como chamam aqui. Bom, faz parte, precisava me adaptar. Apesar de ser Porto Alegrense dos bons eu fui me acostumando.
Então¹², então não, logo, certo dia ensolarado eu fui almoçar no shopping. Na volta fui surpreendido por uma chuvarada repentina, coisa muito normal em Sampa. Então, putz de novo não – respira fundo – aí eu tive que comprar meu primeiro guarda-chuva paulistano. O tempo foi passando e por política da empresa trocaram o número do meu telefone para um da área 011. Confesso que perdi momentaneamente minha identidade, mas me recuperei logo. Afinal é só um número.

domingo, 13 de setembro de 2015

O campinho

Em uma cidade pequena chamada Paraíso do Sul há uma escola, uma igreja, uma praça, um clube e claro um terreno que foi moldado em um campinho de futebol.
Ao toque do final da aula, no fim da manhã, a molecada corre para almoçar e volta para o campinho para o bate bola diário. Este ritual se repete durante anos. Os pais de hoje foram os moleques de ontem.
Até torneio infantil foi realizado no campinho.
Como nenhuma cidade está imune ao progresso e com ela as consequências, o campinho foi atacado na calada da noite por um crime ambiental. Restos de obras foram jogados sem a menor consciência.