A tecnologia veio
para facilitar a vida das pessoas, principalmente dos golpistas. Com o avanço
tecnológico, os golpes se modernizam na mesma proporção.
Contarei aqui o golpe que tentaram me passar...
A recepcionistas do
prédio onde eu sou Síndico me ligou dizendo que Marcos Felipe do Jurídico Financeiro
da concessionária de energia elétrica “XPTO”, cujo nome não quero mencionar,
queria falar comigo.
Ela,
responsavelmente, perguntou se poderia passar meu contato e eu concordei.
O cara me ligou...
No início a
comunicação foi meio complicada porque não estávamos nos entendendo, pois, como
ele ligou para o telefone do condomínio entendi que ele queria falar com o
Síndico, mas na verdade, ele queria falar com o titular do contrato do
apartamento e não do contrato do condomínio.
Depois de tudo
esclarecido, o Marcos Felipe disse que a “XPTO” precisava devolver R$ 750,00
devido a uma cobrança errada porque meu contrato, junto com 15mil clientes,
passou para bandeira vermelha erroneamente. No começo eu estava muito desconfiado,
mas o cara era habilidoso e tinha domínio do que falava apesar de a forma de
falar era muito estranha. Porém, não era linguajar de bandido.
Eu acabei dando
meus dados bancários para ele que me pediu um telefone fixo para um supervisor
me ligar.
O procedimento era
típico de concessionárias e operadoras de telefone.
O número era
privado, mas mesmo assim o cara foi convincente.
Eu dei o número da
minha sala que não dou para ninguém. Eu o tenho só por causa da internet ligada
a linha.
Ele não pediu senha
e nem mandou link para clicar. Se o fizesse, claro que eu ia manda-lo tomar
sagu.
Mais ou menos 30
minutos depois ...
Eu estava fora da
minha sala e me ligaram, desta vez sem
número privado, com a foto de um cara a frente do logotipo do “MEUBANCO”, cujo nome
também não vou citar, falando que era da área de antifraude do banco e que teve
uma movimentação suspeita em minha conta. Não lembro o nome dele.
Eu achei estranho
porque os bancos não ligam, apenas bloqueiam, mas no calor do momento fui
escutando.
Ele sabia os meus
e-mail, que eu tinha vendido um carro e disse que fizeram um empréstimo em meu
nome. Como ele viu que a coisa estava difícil, me disse que pegaram um dispositivo
na agência, que fica em Porto Alegre. Ele mesmo disse que só entregam para o titular.
Eu disse a ele que não era eu, porque moro e estava em São Paulo.
Aí, ele me enviou duas
fotos minhas. Uma é de rede social, a outra eu não lembro onde e quando tirei.
Ele disse que tentaram fazer reconhecimento pela foto e não deu certo. Engraçado
que o dispositivo, no banco, conseguiram pegar.
Então, ele me disse
que eu teria que fazer os cancelamentos no APP do “MEUBANCO” com a orientação
dele, e para isto precisaria de um telefone fixo, pois não poderíamos falar e
usar o APP ao mesmo tempo. Eu disse que
não tinha. E, neste momento, ele disse:
– No cadastro do banco
está o “numerox”.
O “numerox” é exatamente
o número que eu passei pro primeiro filho de uma senhora que roda a bolsinha na
esquina e que nunca passei para ninguém. O “MEUBANCO” não tinha como ter este
número. Aí eu falei:
– Este é um número
falso que eu dei pro filho da peguete do primeiro batalhão da infantaria. E
neste momento não estou confiando em ti. Com licença. – e desliguei.
Na mesma hora
liguei para a gerente do “MEUBANCO”, que me verificou que não houve tentativa
de movimentação nenhuma e confirmou que o “MEUBANCO”, não liga e sim bloqueia a
conta para que o cliente ligue para o canal certo e aí sim ser orientado.

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